´Sombra´ é excluído de inquérito sobre fraude

O empresário Sérgio Gomes da Silva, apelidado ´Sombra´, foi excluído da denúncia de praticar fraudes em licitações, segundo informação do site Consultor Jurídico. Gomes da Silva é réu no caso do assassinato do então prefeito de Santo André, Celso Daniel, que à época coordenava a elaboração do plano de governo de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2002. Gomes da Silva foi alvo de acusações sobre desvios de verbas de prefeituras petistas.Esta semana, a Justiça paulista entendeu que não existiam indícios de autoria e o excluiu do rol de denunciados no caso das licitações. Segundo o advogado Roberto Podval, "a descaracterização de acusações como essa mostra o quanto se exagerou no noticiário a respeito do assunto esse tempo todo".Sob a acusação de ter mandado matar Celso Daniel, Gomes da Silva chegou a ter prisão decretada. Mas está em liberdade por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).Processo criminalEm 4 de março de 2005, o juiz Iasin Issa Ahmed, da 1ª Vara Criminal de Santo André, recebeu denúncia contra Klinger Luiz de Oliveira Souza e os empresários Sérgio Gomes da Silva, Ronan Maria Pinto, Humberto Tarcísio de Castro, Irineu Nicolino Martin Bianco e Luiz Marcondes de Freitas Júnior.Os acusados estariam envolvidos em corrupção em setores da administração municipal de Santo André, em especial no setor de transportes, entre 1997 e 2002. Segundo o MP, em quatro anos, a quadrilha teria extorquido cerca de R$ 2 milhões e parte desse dinheiro teria sido destinada a campanhas políticas.A tese do Ministério Público é a de que o prefeito Celso Daniel foi morto porque tentou coibir a quadrilha que agia na sua administração. De acordo com os promotores, Gomes da Silva seria o elo entre os membros da quadrilha e a prefeitura.Em julho de 2002, os promotores de Justiça pediram a prisão preventiva dos acusados, por formação de quadrilha e concussão, mas o juiz Iasin Issa Ahmed decidiu que naquele momento do processo a prisão dos denunciados não era necessária.Cenas do crimeO ex-prefeito de Santo André foi seqüestrado no dia 18 de janeiro de 2002, em São Paulo, quando voltava de carro para a cidade de Santo André. Seu corpo foi encontrado dois dias depois com marcas de tiros e ferimentos.Após uma série de reviravoltas nas investigações, o MP de São Paulo acusou o empresário Sérgio Gomes da Silva, que estava com Celso Daniel no momento do seqüestro e era seu amigo pessoal, de ser o mandante do crime. O empresário nega participação.Gomes da Silva e seis homens da favela Pantanal foram presos. Após cerca de 250 dias, o empresário ganhou a liberdade com base em uma liminar do STF.

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