Clayton de Souza/Estadão
Clayton de Souza/Estadão

Solidariedade anunciará apoio ao impeachment de Dilma

Com iniciativa, sigla será a primeira da oposição a se manifestar publicamente favorável à polêmica medida; outros representantes da oposição tem negado a hipótese de destituir a presidente

Pedro Venceslau, O Estado de S. Paulo

11 de março de 2015 | 17h12

Brasília - O Solidariedade será o primeiro partido a anunciar formalmente a defesa do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). O presidente da sigla, deputado Paulinho da Força (SP) , convocará uma coletiva nesta quinta-feira, 12, para anunciar os detalhes da campanha pela sigla a favor da destituição da presidente.

Na ocasião, ele também vai anunciar a realização de um referendo nacional pela sigla sobre o assunto. Atualmente, o parlamentar conta com quatro pareceres favoráveis ao impeachment e tem mais outros encomendados. A expectativa de Paulinho, um dos adversários políticos mais exaltados contra a presidente, é conseguir cerca de 10 a 12 pareceres de especialistas para reforçar a tese e, a partir daí,vai protocolar oficialmente o pedido de impeachment na Câmara. 


A iniciativa desta quinta busca dar força aos atos marcados para o próximo dia 15 de março por diferentes movimentos sociais na internet. A proposta de apoiar institucionalmente o Fora Dilma está sendo debatida nas executivas dos principais partidos de oposição, mas até agora nenhum declarou apoio formal alegando que não há argumento jurídico.

PSDB, DEM, PPS e SD decidiram jogar peso político nas manifestações do dia 15. Apesar disso, nenhum dos partidos anunciou publicamente o apoio ao impeachment, e várias lideranças da oposição, inclusive, têm se colocado contra a medida.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) afirmou em entrevista ao Estado que "não adianta nada" trocar a presidente neste momento. A ex-ministra Marina Silva também afirmou, em uma palestra na universidade de Harvard, nos EUA, na qual afirmou que "as pessoas devem ter maturidade com suas escolhas". Falando indiretamente sobre o governo, disse que "não é como uma camisa que se troca todo dia".

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