'Solicitar reunião não é crime', diz defesa de Rose

A ex-chefe de gabinete do escritório da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Noronha, confirma amizade com Paulo Vieira, mas sustenta que o encaminhamento de solicitações feitas por ele era uma de suas atribuições. A versão de Rose está sendo preparada cuidadosamente pelo criminalista Celso Vilardi, seu defensor.

FAUSTO MACEDO, Agência Estado

10 de dezembro de 2012 | 10h25

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o advogado diz aguardar manifestação do Ministério Público para decidir sobre a estratégia de defesa, mas adianta que estranha a acusação de formação de quadrilha e que ela já tinha relação com o ex-diretor da Agência Nacional de Águas (ANA), Paulo Vieira, antes da busca da PF no escritório da Presidência em São Paulo. "O relacionamento que ela possuía com Paulo já era conhecido do delegado antes da busca. É inadmissível uma nova acusação neste momento. Curiosamente este novo indiciamento veio após uma petição minha em que requeri apuração rigorosa dos inúmeros vazamentos que ocorreram", afirmou.

Ele garante que Rose não participou de qualquer organização. "Há um equívoco no relatório. Ela era muito amiga de Paulo, fez reformas em imóveis dele, além ter decorado e comprado objetos de decoração. A maioria das mensagens trocadas está relacionada a estes temas. A Polícia confunde relacionamento pessoal e privado com a função que ela exercia e solicitações que recebia", argumenta.

Vilardi alega que Rosemary atendia muitas solicitações de reuniões de funcionários públicos federais - de Paulo Vieira, inclusive - por ser esta uma de suas atribuições. "Solicitar reunião não é crime. Não há fato que indique que as solicitações estavam atreladas a irregularidades. Se em alguma reunião ocorreu uma irregularidade ou um crime, não se pode presumir a participação de quem a agendou, por óbvio. Ela não teve qualquer vantagem indevida. Foi apenas reembolsada de gastos com a decoração dos imóveis. Não há prova contra Rose por corrupção ou tráfico de influência." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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