Sofri pressão psicológica, diz ex-secretário sobre Renan

Marcos Santi alega estar sofrendo pressões após relatório que indica que votação do caso deve ser secreta

29 de agosto de 2007 | 17h38

 O corregedor do Senado, Romeu Tuma, conversou nesta quarta-feira, 28, com o ex-secretário-geral adjunto da Mesa do Senado, Marcos Santi, que deixou o cargo após alegar  estar sofrendo pressões desde que o processo contra o presidente da Casa começou.   Veja também: Cronologia do caso Renan       Denúncias contra Renan abrem três frentes de investigação    Veja especial sobre o caso Renan    Também participaram da reunião os relatores do primeiro caso contra Renan, Marisa Serrano (PSDB) e Renato Casagrande (PSB). Segundo o relator, a denúncia de Santi não entrará no processo.   "A denúncia do servidor Marcos não faz parte da representação, mas ajuda a formar a convicção de que tivemos forças internas poderosas, vinculadas à Presidência da Casa, interferindo nesse processo ", disse Casagrande.   Santi disse que as pressões aumentaram principalmente depois que o senador Almeida Lima (PMDB-SE) divulgou informações do relatório da Consultoria Legislativa da Casa, segundo o qual a votação do processo deve ser fechada.   Em seu depoimento, o servidor disse que não sofreu pressão direta, mas sim  psicológica,  recuando do que afirmou na última terça, de que estaria sendo pressionado.   Mais cedo, Renan foi indagado sobre a denúncia, ao chegar ao Senado, e disse  que a questão "não merece comentários".   Nesta quinta, o Conselho de Ética tem em pauta a votação dos dois relatórios do caso. A decisão sobre a forma de votação, secreta ou aberta, cabe ao presidente do conselho, senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO), que pode escolher se seguirá o parecer da consultoria.   Processos   Neste primeiro processo, Renan é acusado de ter suas despesas pessoais pagas por um lobista ligado à construtora Mendes Junior.   Além deste, o presidente do Senado é alvo de mais duas representações. Segundo denúncia da revista Veja, Renan teria favorecido a cervejaria Schincariol, que comprou uma fábrica de refrigerante falida da família Calheiros.   Já na última representação, Renan terá que comprovar que não utilizou 'laranjas' na compra de duas emissoras de rádio, em Alagoas.    (Com Agência Senado)  

Tudo o que sabemos sobre:
caso Renan

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.