Sócio de ministro em consultoria pede demissão da Prefeitura de BH

Otílio Prado deixou o cargo a pedido do prefeito Márcio Lacerda (PSB), que quer evitar que as denúncias contra Fernando Pimentel (Desenvolvimento) respinguem na sua gestão

Bruno Boghossian, enviado especial do estadão.com.br

08 de dezembro de 2011 | 17h56

BELO HORIZONTE - O sócio do ministro Fernando Pimentel na empresa P-21 Consultoria e Projetos, Otílio Prado, deixou nesta quinta-feira, 8, o cargo que ocupava na Prefeitura de Belo Horizonte. No pedido de exoneração aceito pelo prefeito Márcio Lacerda (PSB), ele afirma que pretende evitar "constrangimento indevido" à administração municipal.

 

Lacerda teria pressionado Otílio a deixar a função de assessor para tentar blindar sua gestão das denúncias sobre os serviços prestados pela empresa de consultoria. Oficialmente, no entanto, a decisão de deixar o cargo na administração municipal foi do próprio sócio de Pimentel.

 

Um aliado relata que Otílio se sentiu especialmente atingido quando foi divulgada a informação de que uma empresa de seu filho, Gustavo Prado, seria uma das clientes da P-21 e teria recebido dinheiro da construtora HAP Engenharia, que tem contratos com a prefeitura de Belo Horizonte.

 

A carta de demissão foi enviada na quinta-feira à tarde a Lacerda, mas a exoneração só deve ser concretizada na sexta-feira, 9, uma vez que era feriado municipal na capital mineira. No texto, Otílio avalia que "inexiste incompatibilidade" entre o cargo exercido na prefeitura e sua participação na P-21. Mesmo assim, ele pede para deixar o cargo.

 

"Não quero de nenhuma forma criar constrangimento indevido à figura do prefeito (...) e tampouco causar prejuízo à imagem desta administração e também à figura do ministro Fernando Pimentel", afirma, em um trecho da carta.

 

Otílio alega que tinha participação discreta na sociedade e que "toda a atividade da empresa P-21" era exercida por Pimentel, pois os serviços abrangiam "questões afetas à expertise detida pelo ex-prefeito e atual ministro".

 

O sócio de Pimentel confirma que contribuiu apenas com o capital da empresa até novembro de 2010, quando passou a ser sócio-gerente da P-21. Nesse momento, no entanto, a empresa já se encontrava inativa, segundo Otílio.

 

 

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