Sobre PAC, Cabral diz que contrapartidas devem ser federais

O governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), afirmou nesta terça-feira que os governos estaduais devem evitar uma disputa por projetos de investimento como contrapartida pelo apoio ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). "Sou contra essa discussão de PAC paralelo. Se for começar a discutir projetos paralelos, cada um vai puxar a sardinha para o seu lado", afirmou, em rápida entrevista após participar de seminário sobre o crescimento da economia no Rio de Janeiro. Na sua opinião, a proposta dos governadores deve se ater a projetos federativos, "que beneficiem todos os 27 Estados da federação", como negociado em reunião realizada na segunda na residência do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (PFL). Na ocasião, 12 governadores definiram um pacote de R$ 15,5 bilhões em transferência de receitas da União para os Estados, como alongamento da dívida e uma parcela maior da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Cabral não participou do encontro porque, segundo ele, o acordo era que o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung (PMDB), representasse os Estados do Sudeste, mesma justificativa dada pelo governador de São Paulo, José Serra (PSDB). O governador do Rio informou, porém, que participará da reunião marcada para o dia 6 de março com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, para discutir as reivindicações dos Estados. E reafirmou que não levará qualquer proposta individual. "Se formos discutir PACs estaduais, vamos gerar ruído", reforçou.

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