Sobe para 37 o número de mortos pela dengue no RJ

O número de casos de dengue registrados em menos de três meses já ultrapassou o total de vítimas de 1991 considerado até agora o ano da pior epidemia do Estado do RJ. Até este sexta-feira, segundo balanço da Secretaria de Saúde do Estado, foram notificados 89.718 casos, contra 85.891 em todo o ano de 1991. A epidemia de 2002 também é a pior em número de mortes. Hoje, o Estado confirmou mais dez mortes, elevando o total para 37. A última estatística oficial do Estado, divulgada no dia 6, contava 27 mortos. O novo balanço estadual registra as dez novas confirmações de mortes que foram contabilizadas pelas secretarias municipais de Saúde desde o dia 6. A grande maioria das mortes por dengue ocorreu na capital, que nesta sexta-feira confirmou mais três vítimas fatais e acumula 26 mortos. As outras 11 vítimas fatais estão distribuídas pelos municípios do Grande Rio (7), sul fluminense (2) e norte do Estado (2). Segundo o boletim da secretaria, há indícios de que o número de notificações pode estar caindo em março. Nos primeiros 14 dias deste mês, foram registrados mais 4.587 casos no Estado e nenhuma morte. A comparação desse período é a única que perde para 1991. No mês de março daquele ano, o Rio teve 14.783 doentes. Uma das explicações para a possível queda é a falta de chuvas nesses primeiros dias do mês, eliminando as chances de multiplicação do mosquito Aedes aegypti, o transmissor do vírus da dengue. "Este mês, o número de notificações está sensivelmente menor. O período foi caracterizado pela ausência de chuvas, impedindo a proliferação dos criadouros naturais", disse o secretário estadual de Saúde, Gilson Cantarino, em nota distribuída hoje à imprensa. "Por isso, temos que continuar combatendo o mosquito até derrubar a epidemia." A cidade do Rio continua sendo o município líder na doença, com 43.272 casos. Dia D - Hoje, cerca de 300 voluntários, coordenados pela Fundação Nacional de Saúde, realizam um novo dia D de combate à dengue nas favelas Cantagalo e Pavão-Pavãozinho, zona sul do Rio com o objetivo de ampliar a ação contra o mosquito que está sendo realizada pela Funasa no Estado desde o início de fevereiro. Voluntários da própria comunidade, do Viva Rio e técnicos da Funasa farão uma grande inspeção em cerca de 500 domicílios da comunidade. O objetivo é transformar o sábado em uma grande dia de mobilização e limpeza das residências, ruas, becos e terrenos baldios das favelas. Uma novidade desse novo dia D será a apresentação da escola de samba Alegria da Zona Sul, para convocar a comunidade para o trabalho. Às 9h30, haverá um sorteio de 50 casas que serão visitadas e premiadas com brindes as que não tiverem focos do mosquito. Os sorteios continuam durante 30 dias para tentar manter as ações contra a dengue.

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