Sob protocolos, EUA e Brasil travam disputa comercial

Em meio a muitos protocolos de intenção e acordos com promessas de cooperação, a visita do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, será marcada por verdadeira queda de braço comercial com a presidente Dilma Rousseff. Confessadamente, Obama vem com um único objetivo: aumentar as exportações. Dilma, concretamente, dirá que quer vender mais e quer desbastar o megadéficit comercial, que hoje chega a US$ 7,7 bilhões.

AE, Agência Estado

19 de março de 2011 | 07h42

Na avaliação de diplomatas, mesmo que as negociações não redundem em acordos concretos, a visita de Obama tem um efeito colateral de valor incalculável: o marketing em favor do Rio de Janeiro como cidade segura o suficiente para o homem mais visado do mundo passear com a família. Sede da Olimpíada de 2016 e uma das cidades a sediar a Copa do Mundo de 2014, o Rio foi intensamente criticado por conta dos problemas de segurança. Nos EUA, onde Chicago perdeu a candidatura da Olimpíada para o Brasil, essa foi uma das maiores críticas.

Obama deve visitar o Corcovado e a Cidade de Deus, além de discursar no Theatro Municipal, no centro do Rio. Apesar do intenso aparato de segurança, a imagem que ficará, acreditam os diplomatas, é a do presidente americano e família apreciando o Cristo Redentor.

Motivos

Fora dos ganhos de marketing para o Rio, um assessor da Presidência resumiu ontem a preocupação de Dilma nas conversas com o chefe da Casa Branca: "A presidente vai conversar com Obama sobre comércio, e não apenas sobre parcerias estratégicas".

Obama assinou ontem um artigo no jornal USA Today em que deixa bem clara a missão da viagem pelo Brasil e pela América Latina: aumentar as exportações e arrumar mais empregos na indústria dos EUA para os norte-americanos. "Precisamos continuar brigando por cada novo emprego, cada nova indústria, cada novo mercado no século 21. Essa é uma das razões para a minha viagem à América Latina nesta semana - reforçar nossa relação econômica com vizinhos que terão um papel crescente no nosso futuro econômico", escreveu o presidente americano. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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