Sob polêmica, TJ de Goiás elege cúpula

O Tribunal de Justiça de Goiás elege hoje sua nova cúpula em clima de constrangimento. Dois candidatos naturais à presidência, pelo sistema de rodízio, sofrem objeções dentro e fora da corte.

VANNILDO MENDES, Agência Estado

03 de dezembro de 2012 | 09h21

A desembargadora Beatriz Figueiredo Franco, primeira na linha sucessória, responde a ação de improbidade no Superior Tribunal de Justiça (STJ) por suspeita de favorecimento processual em benefício do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB).

Segundo na linha de sucessão por antiguidade, o desembargador Floriano Gomes, ex-chefe do Gabinete Civil do governo Perillo, sofreu questionamentos em razão de decisões no passado favoráveis a empresas ligadas ao contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal.

Para evitar desgastes à instituição, os magistrados articularam alterações regimentais para reeleger o atual presidente Leobino Valente Chaves para o próximo biênio. Mas a disputa promete ser dura. Beatriz já avisou que não vai desistir do que considera seu "direito legítimo".

Via assessoria, Beatriz confirmou que tem relação familiar e de amizade com Perillo, mas negou que isso lhe cause constrangimento na atividade judicante. Também negou que tenha cometido improbidade e afirmou que dessa acusação já foi inocentada na ação disciplinar julgada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e espera que o mesmo aconteça no STJ. Gomes não foi localizado pela reportagem. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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