Sob influência de Lula, sindicatos articulam apoio a Haddad dentro do PT

Adesão dos 3 vereadores do partido sinaliza participação de Lula em prol da candidatura do ministro

Iuri Pitta, O Estado de S. Paulo

05 de agosto de 2011 | 18h40

SÃO PAULO - Prestes a encarar pela primeira vez a militância do PT na capital paulista, o ministro da Educação, Fernando Haddad, tem apoio de 3 dos atuais 11 vereadores do partido. Desde que disse ao Estado que seu nome estava colocado na disputa interna, o economista angariou a simpatia de mais dois parlamentares, ambos ligados ao sindicalismo: Alfredinho, ex-metalúrgico do ABC, e Francisco Chagas, ligado aos trabalhadores da indústria química. Antes, Haddad já contava com o voto de Carlos Neder.

A adesão dos dois novos vereadores é um sinal concreto da articulação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em prol da candidatura Haddad. Alfredinho é próximo do prefeito de São Bernardo de Campo, Luiz Marinho, e a decisão a favor do ministro saiu após uma conversa entre eles. Chagas, por sua vez, anunciou ontem o apoio a Haddad. Para isso, ele se aproximou da corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), da qual Lula faz parte, e deixou o PTLM, vinculado ao deputado Jilmar Tatto, outro pré-candidato à Prefeitura e também apoiado por três vereadores petistas. Aliados de Haddad acreditam que, no decorrer do mês, pelo menos mais dois parlamentares paulistanos podem embarcar na pré-candidatura do ministro.

Na noite desta sexta-feira, 5, o diretório municipal do PT faz a primeira das caravanas pelos 36 diretórios zonais do partido. A reunião no Tatuapé, zona leste da capital, terá a presença de quase todos os pré-candidatos - os senadores Marta Suplicy e Eduardo Suplicy e os deputados Carlos Zarattini e Jilmar Tatto. Haddad não pôde vir hoje a São Paulo, por causa da agenda no ministério, mas confirmou presença na reunião de amanhã à tarde, envolvendo o diretório de São Miguel Paulista, também na zona leste.

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