Só sairão ministros que se candidatarem em 2010, diz Lula

Presidente saiu em defesa do ministro Temporão, que acusou Funasa de corrupção: 'ele é meu ministro'

Leonencio Nossa e Denise Chrispim Marin, de O Estado de S.Paulo

18 de novembro de 2008 | 14h50

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva  afirmou nesta terça-feira, 18, de forma enfática, que o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, permanecerá no cargo. Em entrevista no Itamaraty, Lula disse que só deixarão o governo ministros que decidirem se candidatar em 2010. "O Temporão é meu ministro. Ele fica", ressaltou. "Não existe (troca). Agora eu quero dizer o seguinte, ministros daqui para frente só sairão os que quiserem ser candidatos e queiram deixar a pasta", completou.   Lula disse que a relação dele com o PMDB é "a melhor possível" e pretende marcar um jantar com ministros e líderes do partido, ainda sem data definida. "É para a gente afinar a viola para as coisas que precisamos fazer até 2010", disse. "O PMDB tem prestado um serviço importante para as pastas que dirige", completou.   O ministro Temporão voltou a ser alvo de críticas de setores do próprio PMDB, que não o vêem como um nome do partido. O motivo para as recentes críticas foram as declarações do ministro Temporão, dadas na semana passada, quando acusou a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) de ineficiência e envolvimento em corrupção. A bancada peemedebista, que indicou Danilo Forte para a presidência da Funasa, ficou irritada com a as declarações do ministro.   Durante a entrevista, o presidente evitou também dar "palpites" na disputa pelo comando da Câmara e Senado. "Não é que não me preocupo. É que eu não posso dar palpite num problema que é do Congresso Nacional. O presidente da República não pode ficar dizendo quem tem que ser presidente da Câmara ou do Senado. É a Câmara e o Senado que indicam", disse.

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