André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

'Só não será investigado quem não errar', diz Gilberto Carvalho sobre Siemens

Secretário-geral destacou a 'independência e seriedade' da Controladoria Geral da União para apurar o caso

Tânia Monteiro, O Estado de S. Paulo

17 de agosto de 2013 | 14h15

Apesar de ressalvar que o foco das investigações em relação a contratos com a Siemens está localizado no governo de São Paulo, o ministro-chefe da Secretaria Geral Gilberto Carvalho afirmou que se houver alguém para ser investigado a nível federal, isso será feito. "No nosso governo só não será investigado quem não errar. Se houver qualquer erro será investigado", avisou Gilberto, ao ser questionado se temia que essas averiguações com contratos na área de transportes em

São Paulo possam respingar no governo federal.

Gilberto destacou e elogiou a "independência e seriedade" da Controladoria Geral da União e avisou: "doa a quem doer a investigação tem de ser feita em qualquer nível e em qualquer estado do país". Para Gilberto, é preciso esperar que as investigações avancem "e depois, que seja julgado e condenado quem deve ser julgado e condenado".

"Agora, o foco evidentemente não é no plano federal. O foco principal que sabemos é em São Paulo. Então, vamos esperar com tranquilidade as investigações transcorrerem. Mas todas as investigações serão realizadas", completou.

Veto.  O ministro-chefe da Secretaria Geral, Gilberto Carvalho, fez um apelo ao Congresso para que não derrube o veto feito pela presidente Dilma Rousseff para manter a multa de 10% do FGTS para as empresas que demitirem, justificando que acabar com ela, prejudicará a população e não o governo, já que, neste caso, irá tirar recursos do programa Minha casa, Minha Vida.

"Apelo para o Congresso para que tenha bom senso e não olhe as disputa ou a pressão de eventuais financiadores de campanha, mas que olhe a pressão do povo que precisa de mais casa, de ampliar o programa Minha Casa Minha Vida, que precisa de ampliar colchão de apoio social", disse o ministro.

"O que é mais importante neste momento, o compromisso com quem financiou campanha ou com o povo?", emendou o ministro, comparando o fim desta multa ao fim da CPMF que, na sua opinião, "prejudicou a saúde, não reduziu um tostão do preço das mercadorias, perdemos forma eficiente das fiscalizações das transações financeiras" Para ele, principalmente por esta última razão se queria acabar com a CPMF.

As declarações de Gilberto Carvalho foram dadas durante "o sábado com a família" realizada no Palácio do Planalto e promovido pela Secretaria Geral. Gilberto voltou a sair em defesa da reforma política, que prevê o financiamento público de campanha, no lugar do privado que existe hoje.

"Temos de acabar com o financiamento privado de campanha", defendeu justificando que a forma em vigor hoje "provoca a triste dependência de parlamentares com financiadores e aí temos votações que a gente não consegue entender". E emendou: "então para libertar os parlamentares da dependência do financiamento privado é que temos de avançar na reforma política porque ela vai dar enorme contribuição para acabar com a corrupção".

 

Tudo o que sabemos sobre:
SiemensCartelMetrô

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.