Skaf terá tenente-coronel da PM como candidata a vice-governadora nas eleições 2018

Skaf terá tenente-coronel da PM como candidata a vice-governadora nas eleições 2018

Carla Danielle Basson, que comanda batalhão em Jundiaí, vai integrar chapa do pré-candidato do MDB; tema da segurança motivou indicação

Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

23 Julho 2018 | 16h25

O pré-candidato do MDB ao governo paulista, Paulo Skaf, anunciou a tenente-coronel da Polícia Militar Carla Danielle Basson como candidata a vice em sua chapa nas eleições 2018. A policial comandava desde maio o 11.º batalhão da PM no interior paulista, responsável pelo patrulhamento de Jundiaí, Itupeva e região, posto do qual se licenciou nesta segunda-feira, 23. 

Carla tem 46 anos, é mãe de um rapaz de 18 e nunca teve atuação política. Ela vai se filiar ao MDB para disputar a eleição. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) permite que cidadãos ocupantes de cargos públicos não se submetam ao prazo de filiação partidária, que terminou em abril. Essa regra vale para magistrados, integrantes de tribunais de contas, membros do Ministério Público e também militares. 

Seu nome foi apresentado há cerca de dez dias por aliados de Skaf no Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), ligado à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Skaf é presidente licenciado das duas entidades. O emedebista queria uma mulher para ocupar o posto de vice na sua chapa. O fato de ser uma militar acabou reforçando o discurso da segurança pública na campanha. A expectativa no entorno do pré-candidato é de que essa pauta tenha grande peso na disputa no Estado. 

Carla vem de uma família de policiais. O pai também foi da PM e serviu no Exército, enquanto o irmão é investigador da Polícia Civil. Ela completou o ensino médio numa unidade do Sesi (centro de estudos que é uma das principais vitrines da campanha de Skaf) em Jundiaí. Tem um doutorado em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública, pela Academia de Polícia Militar do Barro Branco, e se especializou em direitos humanos. Trabalhou ainda como tenente em Jundiaí e comandou o antigo Pelotão de Trânsito da cidade. 

“Eu queria fazer uma chapa que tivesse diversidade. Acho importante ser uma mulher ligada ao interior. E a questão da segurança pública é uma das prioridades”, disse Skaf ao Estado.

Discurso sobre segurança não é novidade

O discurso da segurança não é isolado nessas eleições. Esse tem sido um tema permanente na agenda de campanha do candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro. Capitão da reserva do Exército, ele lidera a corrida presidencial no Estado de São Paulo no cenário sem a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Operação Lava Jato. Além disso, o presidente do PSL paulista é um político com fortes laços com a PM: o deputado federal Major Olímpio, que vai disputar o Senado. 

Ainda assim, Skaf negou que o perfil procurado era de alguém como Bolsonaro. “A escolha dela não foi inspirada no Bolsonaro. Eu queria uma mulher e servidora pública, que fosse ligada à área da segurança. As circunstâncias levaram a esse perfil. O pai dela era da Força Pública quando virou PM e serviu no Exército. O irmão dela é investigador da Polícia Civil. É uma família ligada à segurança pública”, disse o pré-candidato. 

O emedebista minimizou o fato de não ter conseguido atrair outros partidos para sua chapa. “Não aceitei aquele leilão de pedidos de cargos e recursos de campanha. Quero estar liberado para montar um governo com as melhores pessoas. Não queria nenhuma amarração, ao contrário dos adversários, que se amarraram para todo lado”, disse. / COLABOROU FABIO LEITE

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