Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

'Skaf segue sua candidatura assim como nós a nossa', diz Doria após encontro com Temer

Ex-prefeito paulistano se reuniu com o presidente na zona sul da capital paulista para discutir o cenário eleitoral de São Paulo e do Brasil

Marcelo Osakabe e Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

20 de abril de 2018 | 17h54

SÃO PAULO - O ex-prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB),  se encontrou com o presidente Michel Temer em São Paulo na tarde desta sexta-feira, 20,  para discutir o cenário eleitoral nacional e de São Paulo, onde Doria é pré-candidato e pode enfrentar o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, do MDB, mesmo partido do presidente. 

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Questionado se veio pedir apoio de Temer para uma aliança dos dois partidos no Estado, Doria disse apenas que veio solicitar "uma boa conversa" e que o diálogo "evolui positivamente". "Skaf segue sua candidatura assim como nós a nossa. Mas sempre com o interesse de, mais à frente e quem sabe, construir candidatura de coalizão, somando forças pelo bem de São Paulo e do Brasil", afirmou.

Segundo uma fonte ligada à campanha de Doria disse ao Estadão/Broadcast, o ex-prefeito foi conversar com Temer sobre uma possível aliança com o MDB na eleição estadual. "As portas estão abertas para uma coligação. A tentativa acontece porque Temer é muito simpático a uma candidatura de Doria", disse um dos integrantes da pré-campanha do PSDB. "Ele [Doria] espera uma sinalização do MDB nacional para convencer o partido no Estado a formar uma aliança", comentou a fonte. 

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Doria e Skaf lideram a disputa em São Paulo, segundo última pesquisa Datafolha, com 29% e 20% das intenções de voto, respectivamente. Os dois também são líderes em rejeição, com 33% e 34%. Segundo disseram ao Estadão/Broadcast fontes ligadas à campanha do tucano, o ex-prefeito gostaria que Temer desse anuência para que o PSDB continue tentando convencer o diretório estadual a aceitar uma aliança.

Na quinta, Skaf comunicou à coordenação da campanha de Doria que mantém a candidatura e que descarta, no momento, uma aliança. Os tucanos ofereceram uma das vagas ao Senado para o MDB, mas Skaf estaria resistente porque acredita na possibilidade de um bom desempenho este ano.

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