Skaf renega Dilma e diz que não precisa de padrinho

Skaf renega Dilma e diz que não precisa de padrinho

Para peemedebista, que desde o começo da campanha vem evitando se associar à presidente, 'as pessoas estão cansadas do PT e do PSDB'

JOSÉ MARIA TOMAZELA, Estadão Conteúdo

26 de setembro de 2014 | 15h33

São Paulo - Ao ser questionado sobre a estratégia de não dar voz à presidente petista Dilma Rousseff em sua campanha ao governo estadual, o candidato do PMDB Paulo Skaf afirmou nesta sexta-feira, 26, que não precisa de padrinho. "A população de São Paulo não quer um governador que dependa de padrinhos, por isso nunca tentei usar o nome de ninguém". Sem responder se descolar a campanha da imagem da presidente foi ou não acertado, ele disse que preferiu mostrar suas qualidades para governar o Estado. "Procurei mostrar minhas ideias e meu jeito de ser. Tenho andado pelo Estado e vejo que as pessoas estão cansadas do PT e do PSDB."

Durante visita à sede da APAE em São Paulo, Skaf acusou a campanha do governador Geraldo Alckmin, candidato à reeleição, de passar ao eleitor informações enganosas a seu respeito. "Quando o governador fala na televisão que eu quero fechar presídios, o que eu disse é que os países do mundo que investiram em educação de qualidade depois fecharam presídios. Hoje temos 200 mil presos e penitenciária para 120 mil, por isso ainda é preciso construir presídios. Meu sonho é dar educação de qualidade e não precisar construir mais."

O candidato conversou com dirigentes e assistidos da entidade e ouviu críticas à falta de inclusão em escolas do Estado. Skaf voltou a criticar a má qualidade do ensino e a aprovação automática. "Nós precisamos preparar as escolas estaduais com acessibilidade e professores capazes de dar formação às pessoas com deficiência física e intelectual." Se eleito, comprometeu-se a criar na rede pública um programa que já fez quando presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) para formar e assegurar emprego ao deficiente.

Em visita ao Corpo de Bombeiros, o peemedebista se comprometeu a ampliar o número de unidades no Estado. "Hoje, 151 cidades têm corpo de bombeiros, mas é pouco. Podemos formar bombeiros voluntários, sob a supervisão do Corpo de Bombeiros." Em outra crítica ao governador, ele disse que não é verdade quando o governo afirma que aumentou o efetivo da Polícia. "Os bombeiros têm quadros, mas não têm pessoal para ocupar. No quadro, são dez mil, mas o efetivo real é de 8.500", afirmou.

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