Skaf quer ser mais conhecido do eleitorado paulista

O candidato do PSB ao governo de São Paulo, Paulo Skaf, percorreu três cidades do interior hoje, mostrando-se mais ao eleitorado, na expectativa de melhorar o seu desempenho nas pesquisas de intenções de voto na disputa.

BRÁS HENRIQUE, Agência Estado

10 de setembro de 2010 | 19h03

"A receptividade é muito positiva, mas sinto que as pessoas ainda não estão muito ligadas à sucessão do Estado, pois estão ainda ligadas à sucessão presidencial", comentou, ao chegar à Esplanada do Theatro Pedro II, no centro de Ribeirão Preto (SP). Antes, ele esteve em Franca e Sertãozinho.

Skaf aposta que, ao ser mais conhecido pela população, possa mudar o cenário, que está polarizado entre Geraldo Alckmin (PSDB) e Aloizio Mercadante (PT). As principais pesquisas indicam que o tucano poderá vencer ainda no primeiro turno, mas o petista tem recebido o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que participou de um comício em Ribeirão Preto na noite de ontem.

Para o candidato, chegou a hora de uma "revolução positiva" no Estado. Ele disse que não fez promessas quando foi candidato a presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), mas que fez muitos projetos ao assumir o cargo, assim como diante do Sesi, Senai e Ciesp, nos últimos seis anos.

Participação no horário eleitoral gratuito pela televisão e os últimos debates e aparições na mídia até 3 de outubro são alguns dos trunfos de Skaf. A participação ao vivo três vezes por semana em seu site da campanha, respondendo às perguntas e dúvidas dos eleitores, também tem elevado a sua exposição.

Ele lembrou que liderou o movimento nacional contra o imposto do cheque, a CPMF, em 2007. Um projeto que classificou como importante, caso seja eleito, será a criação de uma inteligência policial unificada. "Uma tropa bem informada toma medidas corretas, tem serviço arrojado", justificou Skaf.

As polícias Militar e Civil continuariam separadas, segundo o projeto, cada uma com a sua atribuição específica, mas a inteligência e a corregedoria seriam unificadas. "É o conceito do Estado seguro, implantado com sucesso em Bogotá, na Colômbia, e em Nova York, e que está sendo implantado no México", acrescentou.

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