Skaf e Virgílio batem boca na TV sobre a prorrogação da CPMF

Presidente da Fiesp enfatiza que peso é maior para mais pobre; deputado rebate: 'ruim com ela, pior sem'

Adriana Fernandes, do Estadão,

21 de agosto de 2007 | 11h51

Antes restrita ao ambiente político e econômico, a polêmica em torno da prorrogação da CPMF começa a ganhar espaços mais populares. A apresentadora Ana Maria Braga do programa Mais Você da TV Globo, voltado para donas-de-casa, dedicou boa parte do seu programa desta terça-feira, 21, ao tema, que acabou em discussão.  Convidados do programa, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, e o deputado governista, Virgílio Guimarães (PT-MG), se exaltaram e chegaram a discutir ao vivo, durante o programa. Coordenador do movimento empresarial pelo fim da contribuição, o presidente da Fiesp disse que o governo não precisa da CPMF, porque a arrecadação da Receita Federal vai aumentar R$ 60 bilhões. "E os R$ 60 bilhões a mais?", questionou várias vezes o empresário, que procurou a todo tempo enfatizar que o peso da CPMF é maior para a população mais pobre. Em defesa da CPMF, Virgílio Guimarães, que é presidente da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados e relator da reforma tributária, rebateu Skaf e ressaltou a importância da arrecadação da contribuição para o que equilíbrio fiscal das contas públicas.  Segundo o deputado, que falou do estúdio da TV Globo em Brasília, a CPMF deve continuar, porque é um tributo que deu certo e os seus recursos são rigorosamente repassados ao destino previsto: saúde, previdência e Fundo de Combate à Pobreza. "Ruim com ela, pior sem ela", disse Virgílio, ao ser confrontado pela apresentadora aos problemas do sistema de saúde do País, apontando as greves no atendimento na Paraíba, que levou a morte de Elisângela de Lurdes, por não conseguir realizar uma operação cardíaca. Virgílio justificou a necessidade de prorrogação da CPMF nesse momento de crise financeira no mercado internacional. Visivelmente do lado de Skaf e pelo fim da contribuição, Ana Maria Braga, questionou o deputado perguntado o que a prorrogação da CPMF até 2011 tem a ver com a crise que começou há duas semanas. Comissão A discussão da prorrogação da CPMF entra em uma nova etapa nessa semana com a instalação, na Câmara, da comissão especial que vai analisar a proposta de emenda constitucional. A instalação está prevista para esta terça-feira, 21, ou, no máximo, quarta-feira. A presidência da comissão ficará com um deputado do PMDB, um dos nomes é Pedro Novaes, e o relator será um petista. O nome mais cotado é o de José Eduardo Cardozo (PT-SP), depois que o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci (PT-SP) não aceitou a sugestão do líder do governo na Casa, José Múcio Monteiro (PTB-PE), de assumir a função.

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