Skaf defende redução da maioridade penal para 16 anos

Candidato do PMDB ao governo de São Paulo nega que vá se encontrar com Dilma Roussef durante a campanha para presidência

Mateus Coutinho, O Estado de S. Paulo

05 de agosto de 2014 | 21h45

 Em visita ao Centro de Operações da Policia Militar de São Paulo, o candidato a governador Paulo Skaf (PMDB) tocou no polêmico tema da redução da maioridade penal. Questionado pelos jornalistas, disse ser favorável a medida de responsabilizar os jovens por suas atitudes.

"A partir do momento que tem jovem de 16 anos com direito de escolha do presidente, da mesma forma ele tem que ter responsabilidades", afirmou. Ao lado do deputado estadual Major Olimpio e de seu vice, o criminalista Jose Roberto Batocchio, o candidato falou sobre o tema segurança e garantiu que pretende assumir o cargo de "comandante-chefe" das policias militar e civil.

"Em primeiro lugar vou fazer questão de exercer a função de comandante-chefe das policias (militar e civil)", afirmou. O candidato chegou a citar algumas de suas diretrizes de governo apresentadas ao TSE para a área de segurança,  como o uso de drones e novas tecnologias de vigilância e enfatizou a valorização dos oficiais.

"E importante que as policias sintam o apoio do governador do Estado", continuou, em uma critica indireta ao atual governador, Geraldo Alckmin (PSDB).

Skaf, que conta com amplo apoio das associações de policiais de São Paulo afirmou ainda que,  como "comandante-chefe' vai ficar "muito próximo (dos agentes) para dar agilidade e atenção a todas as necessidades, no sentido de termos a maior eficiência possível".

Questionado se pretende adotar uma linha mais dura no combate a violência ele foi incisivo: "Dura com os bandidos né? Não tenha a menor duvida (que sim)", e disse que a cada 5 minutos alguém e assaltado no Estado. Ele ainda evitou criticar o governo federal ao comentar as reclamações sobre a entrada de drogas e de armas nas fronteiras do Brasil. "Independente do que acontece no País, São Paulo tem que cuidar de seu território", explicou.

Puxão de orelha. Paulo Skaf negou que tenha marcado de se encontrar com a presidente Dilma.A fala do peemedebista ocorre após ele ser enquadrado pelo seu presidente do partido, Michel Temer, que cobrou dele apoio à petista em São Paulo. Na ocasião Temer teria combinado de Skaf subir no palanque com a candidata à presidência em sua agenda no Estado no final deste mês. "Não combinei nada com o Temer, não tem nada agendado neste sentido (de encontrar com a presidente)", afirmou Skaf, que encerrou a coletiva após ser questionado. 

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