NILTON FUKUDA/ESTADÃO
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Skaf comunica em reuniões que não vai concorrer à reeleição da Fiesp após 16 anos

Um dos principais aliados de Bolsonaro em São Paulo, Skaf pretende disputar o governo do Estado em 2022 com o apoio do Planalto

Pedro Venceslau e Paula Reverbel, O Estado de S.Paulo

19 de agosto de 2020 | 22h02

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Paulo Skaf (MDB), comunicou, em reuniões realizadas na semana passada com sindicatos patronais filiados à entidade, que não concorrerá a um novo mandato. Skaf está no comando da Fiesp desde 2004 e se reelegeu pela última vez em 2017, tendo começado o seu último mandato em 2018. Ele deixa o cargo em dezembro de 2021.

Pelo estatuto da federação, ele não poderia concorrer à reeleição, mas aliados do dirigente chegaram a pedir que ele alterasse as regras para poder disputar novamente. O emedebista já escolheu um nome para sucedê-lo. Em ao menos outras duas oportunidades a Fiesp havia alterado o estatuto para permitir a reeleição do empresário. 

Aliado do presidente Jair Bolsonaro, Skaf pretende disputar o governo de São Paulo em 2022 com o apoio do Palácio do Planalto. O emedebista é hoje um dos principais aliados políticos do presidente no Estado e tem feito a ponte entre o mandatário e os representantes do empresariado paulista.

Skaf foi candidato ao governo nas últimas três eleições. Em 2010, pelo PSB, ficou em quarto lugar, com 1.038.430 votos; em 2014, já no MDB, ficou em segundo, com 4.594.708 votos; e em 2018, foi o terceiro, com 4.269.865 votos.

A expectativa no seu entorno é que Skaf migre para a sigla que Bolsonaro pretende criar, o Aliança pelo Brasil, ou para a legenda para onde o mandatário migrar para disputar a reeleição. 

Em janeiro, o Estadão noticiou que que algumas entidades filiadas, insatisfeitas com representação da Fiesp, estavam buscando rota alternativa para conseguir interlocução com Ministério da Economia. Algumas das associações industriais baseadas em São Paulo optaram por construir uma relação direta com o ministro Paulo Guedes sem ajuda da entidade presidida por Skaf. O grupo é formado por 11 entidades e havia sido apelidado de Coalizão Indústria.

 

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