Situação no Suriname caminha para normalidade, diz Itamaraty

Lula foi informado que a polícia local identificou e recolheu 22 suspeitos de participação no ataque

estadao.com.br,

28 de dezembro de 2009 | 16h45

Depois das tensões dos últimos dias no Suriname, a Embaixada do Brasil em Paramaribo informou à Agência Brasil que o clima no país vizinho é de normalidade. Uma equipe, chefiada pelo embaixador brasileiro no país vizinho, José Luiz Machado e Costa, e mais três funcionários do Itamaraty, percorre desde a manhã desta segunda-feira, 28, hospitais e hotéis onde há brasileiros. A ideia é reunir informações e apurar os detalhes para colaborar nas investigações sobre o conflito que feriu 14 brasileiros e matou sete pessoas na região.

 

 

Por enquanto, quatro brasileiros feridos são mantidos sob observação médica e estão internados em hospitais do Suriname. Na noite de Natal, cerca de 200 garimpeiros entre brasileiros e chineses foram atacados na região da cidade de Albina, a 150 quilômetros da capital do Suriname. As tensões entre os quilombolas ou os chamados "maroni" ou "marrons" do Suriname - na região fronteiriça com a Guiana Francesa - são permanentes.

 

Veja também:

linkSuriname fala holandês e pratica hinduísmo na América do Sul

linkBrasileiros contam como escaparam da morte no Suriname

linkItamaraty: brasileiro acusado de matar surinamês está foragido

 

No último domingo, 27, o Ministério de Relações Exteriores informou, por meio de nota, que "não houve comprovação de mortes de brasileiros". Porém, há suspeitas de que entre os mortos havia brasileiros. A dificuldade é causada pelo fato de muitos dos brasileiros que vivem no país vizinhos não terem documentos.

 

A região de Albina é um dos principais focos de exploração de garimpo. Em todo Suriname, vivem cerca de 15 mil brasileiros - a maioria sem documentação. De acordo com diplomatas, os habitantes do Suriname reclamam que os estrangeiros, mesmo sem documentos legais e sem pagar impostos, usufruem de benefícios no país.

 

No entanto, há suspeitas de que o conflito tenha sido provocado por um suposto assassinato atribuído a um brasileiro que viveria na região de Albina. Oficialmente, essa versão é negada pelo governo brasileiro, mas a informação é investigada da polícia do Suriname.

 

Hoje, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com o secretário-geral do Itamaraty, Antonio Patriota, e conversou com o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-Moon. Durante a conversa, ele foi informado que a polícia do Suriname identificou e recolheu 22 suspeitos de participação no ataque aos brasileiros.

 

Com informações da Agência Brasil

Tudo o que sabemos sobre:
Surinamediplomatasbrasileirosataque

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.