Situação continua tensa em Apiacás

Em Apiacás, no Mato Grosso, as polícias civil e militar ainda não identificaram os autores da chacina ocorrida na madrugada de sábado, quando cinco seguranças da Colonizadora Maltra Agrícola foram mortos numa emboscada. Um dia antes, a Justiça concedera liminar de reintegração de posse da Fazenda Mutum, de propriedade da empresa, ocupada há 10 anos por 180 famílias, a maioria de ex-garimpeiros. O clima na cidade, que fica ao norte do Estado, a 1.200 quilômetros de Cuiabá, é de grande tensão. Apiacás não tem telefone, nem qualquer outro meio de comunicação. O comércio fechou as portas e a única emissora de rádio, a Cidade FM, recomendou que população permanecesse em casa no fim de semana. O maior temor é de que os ex-garimpeiros invadam a cidade. "Nós tememos que os posseiros, revoltados com a ameaça de perderem suas casas, tentem invadir a cidade", disse a prefeita Silda Kochemborger. Na sexta-feira, quando o dono da área de 45 mil hectares, Euclides Dobli, conseguiu a reintegração de posse do imóvel, a tensão aumentou. Os garimpeiros, segundo a polícia, teriam assegurado que Dobli não seria dono da área. A reportagem está tentando contato com os donos da Colonizadora Maltra Agrícola desde sábado, sem sucesso. Antes da chacina, quatro vereadores de Apiacás ainda tentaram convencer as famílias a deixar a área pacificamente, mas foram mantidos como reféns por cerca de cinco horas.

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