Site já soma 2 mil pedidos de emprego a Sarney

Página ironiza os atos secretos e internautas pedem a renúncia do presidente do Senado

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

13 de agosto de 2009 | 18h15

Um site que ironiza os atos secretos do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), faz sucesso entre os internautas. O Sarney Jobs se apresenta como "o jeito mais fácil de conseguir seu emprego" e acumulava, até a tarde desta quinta-feira, 13, mais de 23 mil acessos e quase 2,1 mil solicitações. A ideia foi do estudante Guilherme Vinicius Spiazzi Moreira, de 20 anos, morador de Sorocaba, a 92 km de São Paulo.

 

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Ele conta que, depois de ouvir na internet trechos das conversas de Sarney com a neta que pedia emprego para o namorado, foi dormir indignado. "Fiquei mais ferrado ainda de saber que a divulgação das conversas levou o pai da jovem (Fernando Sarney) a pedir na justiça a censura ao Estadão." A gota d'água foi a afirmação do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) de que "ninguém" tiraria Sarney do cargo. O estudante trabalha no desenvolvimento de software para escolas. O site entrou no ar na última terça-feira ao meio-dia e, nas primeiras dez horas, contabilizou mais de 7 mil acessos. No dia seguinte, Moreira já era convidado a dar entrevistas.

 

Até esta quinta-feira, 13, o site não tinha rendido nenhum processo, apesar do teor crítico e irônico da maioria das mensagens. "Quero um emprego de palhaço, minha qualificação vem de 12 anos votando em vocês", escreveu Douglas Spadotto, de Curitiba (PR). Bido Menezes, de Boa Vista (RR), pediu emprego de "segurança de atos secretos". Vera, de Belo Horizonte (MG) se dispôs a disputar a vaga de "aparadora de bigodes de corruptos com salário de R$ 50 mil". Muitos internautas usaram o site para pedir a renúncia de Sarney.

 

Nesta sexta-feira, 14, Moreira cria um novo serviço: o melhor pedido de emprego vai ganhar destaque no alto da página. O site está sendo acessado também por internautas do exterior. Nesta quinta-feria, 13, à tarde, contabilizava 344 acessos nos Estados Unidos, 53 no Reino Unido e 47 na Alemanha. "Teve acesso até no Irã", comentou o estudante. A assessoria de Sarney informou que o presidente do Senado não comentaria o caso.

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