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Site do PT sugere que Marina quer vender Petrobrás

Texto questiona críticas que candidata do PSB faz à estatal e o fato de coordenador-geral adjunto da campanha, Walter Feldman, ter defendido fim do modelo de partilha

RICARDO BRITO, Estadão Conteúdo

16 de setembro de 2014 | 15h21

O site Muda Mais, criado pelo PT para defender a reeleição da presidente Dilma Rousseff, publicou nesta terça-feira, 16, um texto no qual insinua que Marina Silva quer vender a Petrobrás para empresas estrangeiras. O artigo questiona as críticas que a candidata do PSB tem feito à companhia petrolífera e o fato de o coordenador-geral adjunto da campanha de Marina, Walter Feldman, ter defendido o fim do modelo de partilha e da política de conteúdo local.

O texto diz que há uma "fórmula conhecida" de questionamentos em relação à estatal. E apresenta uma lista de ações: criticar um serviço ou empresa pública à exaustão, desqualificar seu quadro de pessoal, suas escolhas, conquistas e lucros; mobilizar a mídia para que a opinião pública ache que a empresa em questão é "uma chaga para o País". "Aí, é só chegar ao poder, desmantelar a empresa e entregá-la para o capital estrangeiro e para as multinacionais e pronto: neoliberalismo 1.0 em sua essência", critica.

Logo em seguida, o texto compara as críticas atuais ao processo de mudança de nome da Petrobrás, discutido e abortado no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB). "Talvez nem todos se lembrem dessa fórmula - afinal, há 12 anos a abordagem do governo é outra - , mas a Petrobrax é bem difícil de esquecer. E parece que não é só tucano que anda querendo aplicar a receita no Brasil", afirma.

O artigo cita fala de Dilma em que ela alerta que ser contra o pré-sal é ser contra o Brasil. O texto conclui: "Na campanha de Marina, o tema foi relegado a segundo plano e agora é fácil entender o motivo: com a candidata que se define como 'a nova política', as ferramentas são antigas e o preço disso será um país de volta ao passado".

Na disputa presidencial de 2006, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, acusou seu adversário, Geraldo Alckmin, de querer dar continuidade ao modelo que vigorou na gestão Fernando Henrique Cardoso, privatizando a Petrobrás, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.

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