Reprodução
Reprodução

Site do IBGE volta ao ar depois de ataque hacker

Segundo nota de esclarecimento do instituto, banco de dados de pesquisas não foi atingido

estadão.com.br,

24 de junho de 2011 | 04h48

SÃO PAULO - O site do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) voltou a funcionar após sofrer ataque de hackers nesta sexta-feira, 24. Segundo nota de esclarecimento do instituto publicada no próprio site, os ataques aconteceram às 4h da madrugada e a página foi tirada do ar para manutenção e reforço da segurança. Ainda de acordo com o comunicado, o banco de dados de todas as pesquisas está preservado, pois não foi atingido pela ação dos hackers. A página do instituto voltou ao ar por volta das 15h50.

 

 

Depois da invasão dos hackers, logo na entrada do site do IBGE, apareciam os seguintes dizeres: "IBGE Hackeado - Fail Shell. FIREH4CK3R".

 

Veja também:

 

linkJornal britânico tem acesso a dados de hackers da LulzSec

 

Em seguida, os piratas virtuais deixam uma mensagem: "Este mês, o governo vivenciará o maior número de ataques de natureza virtual na sua história feito pelo Fail Shell. Entendam tais ataques como forma de protesto de um grupo nacionalista que deseja fazer do Brasil um país melhor. Tenha orgulho de ser brasileiro, ame o seu país, só assim poderemos crescer e evoluir!. Atacado por FIREH4CK3R. Brasil, um país de todos! Não há espaço para grupos sem qualquer ideologia como LulzSec ou Anonymous no Brasil".

 

 

Na tarde de quinta-fera, 23, os portais da Presidência da República, do Senado, do Ministério do Esporte também foram atacados e não carregavam e apresentavam mensagens de erro. Na quarta-feira, 22, o grupo de hackers LulzSecBrazil foi responsabilizado por ataques que deixaram fora do ar os sites da Presidência, da Receita Federal e da Petrobrás.

 

 

O LulzSecBrazil é o braço brasileiro do grupo internacional Lulz Security, que recentemente promoveu ataques cibernéticos a servidores da CIA (agência de inteligência americana), do FBI (polícia federal americana), do serviço público de saúde britânico, o NHS, da empresa Sony e das TVs Fox e PBS.

 

 

Nos ataques, os hackers se utilizam de uma rede de computadores e servidores que, simultaneamente, enviam comandos para se conectar a determinados sites. Sem dar conta do tráfego elevado, os servidores atingidos acabam ficando inacessíveis. COLABORARAM ALESSANDRA SARAIVA, ÍTALO REIS, LILIAN VENTURINI, KARLA MENDES, LISANDRA PARAGUASSU e FABIANA PIRES

 

 

(Texto atualizado às 16h25)

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.