Sirkis se reúne com campanha do PT para discutir apoio

O PV iniciou hoje as discussões com PT e PSDB sobre eventual apoio da sigla no segundo turno da eleição para presidente, questão que será definida em plenária nacional no domingo. Pela manhã, o vereador Alfredo Sirkis (PV-RJ), ex-coordenador da campanha da senadora Marina Silva (PV-AC) à sucessão presidencial, reuniu-se em Brasília com o assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, em encontro solicitado pelo PT.

GUSTAVO URIBE, Agência Estado

14 de outubro de 2010 | 20h16

O objetivo do encontro, segundo Sirkis, foi esclarecer questões sobre a "Agenda por um Brasil Justo e Sustentável", conjunto de dez iniciativas que o PV propõe que sejam adotadas pelos candidatos do PT, Dilma Rousseff, e do PSDB, José Serra, num eventual governo federal.

Além de Sirkis, reuniu-se com Garcia outro ex-coordenador da campanha de Marina, o ex-presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) Basileu Margarido Neto. Ambos foram escalados pelo PV para discutir com PT e PSDB um eventual apoio num segundo turno. No encontro de hoje, de acordo com o vereador, Garcia disse que, das dez propostas elaboradas pelo PV, cinco seriam bem recebidas pelo PT.

Conforme Sirkis, a campanha de Dilma quis maiores informações acerca de três iniciativas: a destinação de valor correspondente a 7% do Produto Interno Bruto (PIB) para a área da educação, o investimento de 10% do orçamento federal na área da saúde e a criação de um fundo nacional de segurança para complementar o salário de policias civis e militares. "Nós ficamos de aprofundar esses pontos", disse.

De acordo com Sirkis, duas questões ficaram em aberto e devem ser discutidas até sábado pela campanha do PT. A mais polêmica é o comprometimento com um veto presidencial ao projeto do novo Código Florestal. Sirkis relatou que Garcia esclareceu que a bancada do PT eleita ao Congresso tende a ser favorável à posição defendida pelo PV, mas que a questão seria discutida pela campanha de Dilma.

Usinas nucleares

Outro ponto que deve ser tratado pelos petistas nos próximos dias é a proposta de uma moratória da construção de usinas nucleares que ainda não tenha sido autorizada pelo Congresso, ou seja, o programa brasileiro pararia em Angra 3. De acordo com Sirkis, a campanha de Dilma ficou de entregar um documento formal sobre sua posição em relação às propostas até o sábado, véspera da plenária do PV em São Paulo. A expectativa do PV é de que até sábado seja realizado encontro semelhante com lideranças do PSDB.

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