Sirkis: Rede é 'mais crítica que oposicionista' a Dilma

Um dos articuladores da Rede Sustentabilidade, o deputado federal Alfredo Sirkis (PSB-RJ) critica comparações do programa da legenda, cujo registro foi negado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com o do PSB, que abrigou os candidatos da Rede em 2014, inclusive a ex-ministra Marina Silva.

WILSON TOSTA, Agência Estado

08 de outubro de 2013 | 19h25

"É muito reducionista olhar os programas da Rede e do PSB e ficar procurando diferenças, quando o foco é mais a conjuntura e o Eduardo (Campos, governador de Pernambuco e pré-candidato a presidente). Não vamos nos preocupar com discussões ideológicas subjacentes à natureza dos partidos."

Para Sirkis, Campos é o governador mais aberto às questões envolvendo sustentabilidade e mudanças climáticas. "A convergência se dá basicamente sobre a política real. O processo de melhoria do Brasil que vem desde o Plano Real e passa por governos tucanos e petistas está ameaçado. Existe no horizonte uma ameaça de que o Brasil vá começar a degringolar."

Sirkis falou que os dois partidos têm muita diversidade interna, mas existe concordância entre Campos e Marina sobre pontos importantes, o que gerará um programa de governo a ser apresentado em 2014. Entre as convergências, ele cita possíveis mudanças na forma de cobrar impostos e críticas à concessão de subsídios à indústria automobilística, à falta de apoio a energias limpas e à atuação do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pelo que chamou de "criação de um capitalismo clientelista".

"Não se trata de uma fusão da Rede com o PSB, também não é uma frente de partidos. É uma aliança especificamente para a eleição presidencial. Trata-se mais do apoio à candidatura de Eduardo Campos a presidente e de abrigo para a Rede no partido dele do que de um processo que tente superar diferenças da Rede em relação ao PSB."

Para Sirkis, a postura da Rede em relação ao governo da presidente Dilma Rousseff é "mais crítica que oposicionista". Entre os pontos criticados, ele apontou "alianças atrasadas" e o "estilo peculiar de Dilma para tocar as coisas".

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