Siqueira foi único que entendeu dessa maneira, diz Neca

Aliados de Marina Silva consideram que a saída de Carlos Siqueira da coordenação-geral da campanha presidencial do PSB foi uma reação isolada e definem o episódio como um mal-entendido. Marina está reunida com Siqueira neste momento na sede do partido em Brasília.

DAIENE CARDOSO, RICARDO DELLA COLETTA E JOÃO DOMINGOS, Estadão Conteúdo

21 de agosto de 2014 | 14h09

Os aliados de Marina dizem que na reunião desta quarta-feira, 20, a candidata indicou os nomes da Rede que gostaria que estivessem na coordenação e sugeriu que Siqueira permanecesse no posto, mas enfatizou que sua permanência dependia da decisão do PSB. A declaração de Marina foi entendida por Siqueira como uma destituição em sinal de desconfiança da nova candidata da legenda. "Ele foi o único que entendeu dessa maneira", disse Neca Setúbal, da coordenação do programa de governo.

Marina chegou a ter uma conversa em separado com Siqueira e seus aliados concluíram que a situação havia sido contornada, uma vez que Marina pediu desculpas. O desentendimento chegou a ser comunicado à reunião da Executiva - que acontecia na sede do partido, em paralelo ao encontro no Instituto João Mangabeira - mas os dirigentes avaliaram que a reação de Siqueira não correspondia aos fatos. Segundo assessores, a presidenciável passou a noite em claro preocupada com os desdobramentos da situação.

Na avaliação dos marineiros, Siqueira ainda está abalado com a morte de Campos. Eles contam que Marina e Siqueira tinham uma relação amistosa, e que ela costuma chamá-lo de Carlinhos.

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