SIP; AMÉRICAS; PANAMÁ
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SIP avalia que crescem riscos para imprensa

Relatórios sobre liberdade de expressão falam de graves abusos na Venezuela e na Argentina

Gabriel Manzano, O Estado de S. Paulo

07 de março de 2015 | 15h54

Os relatórios sobre a liberdade de imprensa nas Américas levados à Reunião de Meio de Ano da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), que se realiza na Cidade do Panamá, apontam um agravamento da situação na Venezuela, na Argentina, no México e na Colômbia. O balanço geral informa um total de seis mortes nos últimos seis meses.


Os 21 relatórios das delegações presentes começaram a ser lidos ontem de manhã, na Comissão de Liberdade de Expressão e Informação da entidade. Depois de votados, eles resultarão no documento final a ser divulgado na segunda-feira.


O documento da Venezuela é talvez o mais contundente de todos. Ele afirma que “a hegemonia da mídia oficialista é um fato indiscutível”, que “o trabalho jornalístico tornou-se impossível” e que restam poucos meios independentes. O texto afirma que entre outubro e dezembro de 2014 registraram-se 42 casos de ataques ou restrições e vários jornais foram fechados.


Na Argentina, a mídia “enfrenta uma guerra aberta” declarada pelo governo Cristina Kirchner, que se agravou desde o assassinato do promotor Alberto Nizman, em fevereiro. No último ano o governo dobrou, sem autorização, as verbas para publicidade e só as destina a jornais que o apoiam.


Na Colômbia, houve no período de seis meses 131 casos de agressão direta, duas mortes de profissionais e um total de 164 vítimas. Desde 1977, diz o balanço colombiano, “dos 144 casos de assassinatos de jornalistas houve condenação em apenas 19 casos”.

Desafio cubano. Um dos pontos altos da sessão foi a presença da blogueira cubana Yoani Sanchez, que leu o relatório de seu país – onde se fala de 9 mil prisões de curta duração – e respondeu a várias perguntas da plateia. Segundo ela, “apesar do anúncio sobre reatamento de relações entre Cuba e EUA, ainda não se notaram melhorias no exercício do jornalismo ou no acesso da população a canais de informação”. Mas ela acrescentou que os cubanos “já se tornaram experts em enfrentar e driblar as proibições”. Em sua avaliação, “a questão da liberdade de informação será um dos grandes testes para Cuba, em sua reaproximação com os EUA”. 

Programação
Domingo
9 horas
Homenagem a Gabriel
Garcia Marquez
11 horas
Painel “Debilidade
institucional: um peso
para a América Latina”
12h30
Painel “Uma nova América?
O impacto geopolítico após
o acordo EUA-Cuba”
Segunda-feira
9 horas
Conclusão dos debates
sobre os relatórios nacionais
de liberdade de expressão
12h30
Relatório sobre sedes de futuros encontros e encerramento com a palestra do presidente da SIP, Gustavo Mohme: “Nossos desafios futuros”

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