Sindicatos têm baixa adesão em seu dia de manifestações

Segundo PM, protesto na Paulista reuniu 7.000; Força Sindical pediu a cabeça de ministro, mas Dilma foi preservada

O Estado de S. Paulo

11 de julho de 2013 | 23h40

O Dia Nacional de Lutas, organizado por nove centrais sindicais em todo o País, levou manifestantes novamente às ruas nesta quinta-feira, 11, em 26 capitais e no Distrito Federal, mas em proporções bem menores que os protestos espontâneos iniciados no dia 6 de junho e propagados pelas redes sociais.

Com o foco em pautas trabalhistas – o fim do fator previdenciário (fórmula usada pela União no cálculo de aposentadorias), redução de jornada de trabalho e contra a terceirização de profissionais –, as manifestações só tiveram maior visibilidade nas cidades em que também houve paralisação dos serviços de transporte público, como em Porto Alegre, Belo Horizonte e Vitória. Trechos de pelo menos 48 estradas foram bloqueados em 18 Estados.

Em São Paulo, o dia foi atípico não pelos protestos em si, mas pelo temor dos efeitos que pudessem causar. O trânsito fluía. Parecia manhã de domingo. Ônibus e metrôs funcionaram vazios. Pela manhã, a capital registrou apenas 11 km de congestionamento, quando a média normal supera 10o km. À tarde, na Paulista, dirigentes das centrais fizeram discursos e concentraram as críticas na política macroeconômica.

No Rio, o clima foi de tensão, com brigas entre sindicalistas e grupos de pessoas que se intitulam anarquistas. Houve confronto com a polícia no centro carioca e 20 pessoas foram detidas. Policiais usaram gás lacrimogêneo e um grupo ateou fogo em lixos nas ruas.

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