Sindicatos preparam protestos contra reformas

As reformas sindical e trabalhista serão o alvo nos próximos meses de uma mobilização em todos os Estados promovida por sindicatos e federações de trabalhadores insatisfeitos com os rumos do governo. Os protestos foram aprovados neste domingo no Encontro Sindical Nacional, que ocorreu em Luziânia, distante 80 quilômetros de Brasília, com a presença de 279 sindicatos e cerca de 1.800 sindicalistas. "Vamos desencadear um processo de luta contra as reformas e contra a política econômica", afirmou presidente do PSTU, José Maria de Almeida, um dos idealizadores do encontro.Ele também quer o rompimento com o FMI e a saída do País das negociações para criação da Alca. O cronograma de mobilização envolve encontros estaduais de sindicalistas, que levarão à preparação de manifestações no feriado de 1º de maio, dia do trabalhador. Na segunda quinzena de junho, deverá ocorrer uma manifestação em Brasília, para pressionar o governo. "Queremos reunir dezenas de milhares de pessoas na Esplanada dos Ministérios", disse Almeida, que descartou tentar conversar com o ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini. "Não tem sentido negociar com o governo, pois não queremos simplesmente alterar pontos das reformas", disse. "Nós queremos impedir que a reforma ocorra."Na opinião desses sindicalistas, as mudanças propostas pelo Fórum Nacional do Trabalho, que está se reunindo desde o ano passado, colocam "em segundo plano os direitos dos trabalhadores contemplados na CLT". As propostas do Fórum, reclama, concentram poderes nas cúpulas das centrais sindicais, deixando em segundo plano as assembléias de trabalhadores.

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