Sindicatos contestam lei de saneamento

Entidades sindicais que representam trabalhadores das empresas de água, esgoto e meio ambiente de todo o País recolheram 618 mil assinaturas em um abaixo-assinado contra a transferência de titularidade destas empresas, dos municípios para os Estados e, em seguida, para a União. A mudança está prevista em um projeto de lei do deputado federal Adolfo Marinho (PSDB-CE), que deverá ser votado no próximo dia 14, e tem o objetivo, segundo opositores, de privatizar as companhias. A expectativa é que até o final do mês o documento reúna 1 milhão de assinaturas. Hoje, uma comissão da Federação Nacional dos Urbanitários, filiada à CUT (Central Única dos Trabalhadores) foi até Brasília para entregar o documento com as assinaturas parciais. O abaixo-assinado foi encaminhado para a ala das comissões do anexo II da Câmara Federal. De acordo com Artur Henrique da Silva Santos, secretário de informação da CUT-São Paulo, a central está preparando várias manifestações contra a privatização destas companhias. "Empresas estratégicas para o Brasil têm que permanecer nas mãos do governo", afirma João Felício, presidente da CUT Nacional. A primeira manifestação será no próximo dia 24, em Campinas. "A cidade foi escolhida por causa da Sanasa, que está localizada no Município e que tem forte presença na região", explica Santos. De acordo com ele, o protesto reunirá defensores da permanência do controle das empresas nos municípios.

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