Sindicato teme demissão em frigorífico

O Frigorífico Mouran, em Andradina, a 660 quilômetros da capital, vive dias de incerteza. Com capacidade para abater até 1.200 bois por dia, o anúncio do boicote canadense à carne brasileira por causa da doença da "vaca louca" já fez essa média cair para cerca de 700 animais nos últimos dias.Nesta quinta-feira, durante visita que fez ao município, o governador em exercício, Geraldo Alckmin, ouviu queixas desesperadas do presidente local do Sindicado dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação, Milton Artur.Este disse que temia a possibilidade de demissão de 1.100 operários, tendo em vista que grande parte da carne abatida naquele frigorífico era destinada ao Canadá. Alckmin disse que as medidas tomadas pelo governo federal começavam a surtir efeito. Na opinião dele, as autoridades canadenses já estão voltando atrás. "Em poucos dias isso tudo está resolvido", afirmou Alckmin. A direção do Frigorífico Mouran, que há dois anos foi adquirido pelo Grupo Friboi, de Goiânia, não quis se manifestar.

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