Sindicato luta por segurança em plataformas

O Sindicato dos Petroleiros do NorteFluminense (Sindipetro-NF) vai pedir que os trabalhadores de todas as plataformas daBacia de Campos enviem relatórios sobre o estado das embarcações em que trabalham. Osofícios do sindicato, que também orientarão os trabalhadores a fazerem assembléiaspara avaliar as condições de trabalho, serão enviados às plataformas ainda hoje. Comisso, os petroleiros passarão a fazer, a partir da meia-noite de hoje, a chamadaoperação padrão de segurança. ?Os trabalhadores vão, por exemplo, isolar einterromper a produção de setores das plataformas, quando estiverem sendo feitosreparos. Nem sempre esse procedimento é adotado?, explicou a diretora do sindicato,Luíza Botelho.A sindicalista observou que, com os dados que serão enviados pelos petroleiros, osindicato pretende montar um retrato detalhado das condições das 71 plataformas (41de produção e 30 de perfuração) que operam na Bacia de Campos. ?Temos conhecimento dealguns casos preocupantes, como o da P-32, na qual diversas obras de reparos estãosendo feitas sem que se interrompa a produção?, declarou a sindicalista.Em relação aos pedidos de diversas famílias de vítimas da P-36 para que as Brigadasde Incêndio sejam formadas por bombeiros profissionais, Luíza explicou que o assuntoserá discutido a partir de agora pelo sindicato. ?Esta proposta nunca havia sidodiscutida, mas como as famílias estão apresentando esta preocupação vamos levar emconsideração. Só o que nós exigimos, e que já consta na Convenção Coletiva, é que osmembros da Brigada de Incêndio sejam funcionários da Petrobrás e não terceirizadoscontratados?.Os trabalhadores com função de combater incêndios recebem treinamento específico paraeste fim e compõem a Brigada de Incêndio das plataformas. Há cerca de 6,3 miltrabalhadores embarcados nas plataformas de produção da Bacia de Campos.

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