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Sindicato dos Advogados de SP vai representar contra Moro no CNJ

Segundo o presidente do sindicato, Aldimar de Assis, Moro cometeu ilegalidades tanto ao grampear Dilma

Ricardo Galhardo, SÃO PAULO

17 de março de 2016 | 15h59

São Paulo - O Sindicato dos Advogados de São Paulo vai enviar uma representação ao Conselho Nacional de Justiça contra o juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, por conta do grampo em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff falam sobre a nomeação do petista para o Ministério da Casa Civil.

Segundo o presidente do sindicato, Aldimar de Assis, Moro cometeu ilegalidades tanto ao grampear Dilma quanto ao divulgar as gravações. “Estamos analisando a argumentação jurídica e até amanhã vamos entrar com a representação em função tanto da divulgação quanto propriamente do grampo”, afirmou.

De acordo com Assis, só o Supremo Tribunal Federal tem foro para investigar a presidente da República. Além disso ele questiona a divulgação de uma gravação feita depois de Moro ter determinado o bloqueio das interceptações. Esta não é a primeira vez que o sindicato representa contra o juiz da Lava Jato no CNJ. Cerca de duas semanas atrás a entidade acusou Moro de tentar intimidar o advogado Roberto Teixeira, compadre de Lula, durante o processo. 

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