Sindicato do professores espera punição de FHC e do ministro

O presidente do Sindicato Nacional dos Docentes (Andes), Roberto Leher, disse hoje que os professores federais esperam a punição do presidente Fernando Henrique Cardoso e do ministro da Educação, Paulo Renato Souza, por não cumprirem a decisão do Superior Tribunal de Justiça e pagar os salários de outubro da categoria. "Esperamos que o STJ faça as punições previstas em lei. O presidente não pode se achar acima da lei", afirmou Leher. A categoria está em greve desde 22 de agosto.O sindicalista também disse que a Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) concordou em não encaminhar diretamente ao Ministério da Educação a proposta de negociar um acordo limitado aos R$ 250 milhões oferecidos pelo governo. "Chamamos a atenção dos reitores que não seria aconselhável, e a Andifes concordou" afirmou Leher.Setores de oposição à atual diretoria do Andes também têm defendido e aprovado em algumas assembléias a flexibilização da proposta da categoria, que custaria R$ 350 milhões aos cofres federais.O comando de greve, entretanto, tem mantido a linha de pressionar os congressistas a ampliarem a dotação de recursos. "A nossa linha é ampliar os recursos, mas a todo momento estamos reavaliando a situação do movimento", disse Leher, admitindo que a greve dos professores enfrenta desgaste. "É natural, toda greve tem um fim, que não chega como um raio em céu azul."Além da polêmica dos recursos, o presidente da Andes destaca que o comando de greve privilegia um acordo mais isonômico sobre as gratificações, que não beneficie os professores com titulação em detrimento dos aposentados e em início de carreira. "É melhor menos dinheiro para cada um do que aumentar as distorções da carreira", afirma.

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