Sindicato diz que há indícios de superlotação na P-34

O presidente do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense, Fernando Carvalho, afirmou hoje que o manual do navio-plataforma P-34 indica que havia superlotação no dia do acidente quando, de acordo com a Petrobras, 76 operadores estavam à bordo da embarcação. De acordo com o sindicato, o projeto da plataforma, de 1997, prevê a capacidade máxima de 40 pessoas. Os advogados do Sindipetro informaram que a entidade ingressou ontem com uma representação no Ministério Público do Estado, solicitando a instauração de inquérito criminal para apurar a eventual responsabilidade da Petrobras com os crimes de exposição a perigo direto e iminente (Artigo 132 do Código Penal) e inutilização de material de salvamento (artigo 257 do Código Penal). A representação se refere ao fato de cerca de 25 petroleiros, de acordo com relato dos próprios funcionários, terem sido obrigados a se jogar ao mar e nadarem por cerca de 40 minutos até um rebocador próximo quando a P-34 adernou. Na ocasião, dois funcionários da estatal foram internados com hipotermia. Veja o especial sobre a P-34

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