Sindicato denuncia "precárias condições" em aerporotos e portos

O Sindicato dos Médicos anunciou que fornecerá informações nesta terça-feira ao Ministério Público Federal (MPF) sobre as "precárias condições de trabalho" dos funcionários da Vigilância Sanitária Federal que atuam em aeroportos e portos brasileiros.Segundo a categoria, há um déficit de pessoal na área e falta de equipamentos. O sistema de segurança é considerado falho e insuficiente para proteger o País de substâncias usadas em ataques bioterroristas, como o antraz.O presidente do sindicato, Jorge Darze, acredita que a população brasileira corre risco porque, para ele, no Brasil, "não há uma barreira eficaz".Segundo ele, "os profissionais que atuam no controle de bagagens não são capacitados. Muitos são de nível elementar e não sabem discernir se determinado material é perigoso ou não. Se o que foi encontrado no avião da Lufthansa fosse perigoso, muitas pessoas teriam morrido. Ficou claro que não havia qualquer planejamento, mesmo depois que o governo admitiu que o Brasil pode ser alvo de ataques dos terroristas".A entidade informou que havia denunciado a falta de segurança nas barreiras brasileiras quando houve a disseminação dos vírus ebola e da cólera. A falta de laboratórios que realizem com rapidez a detecção de substâncias suspeitas também será informada ao MPF. O sindicato acredita que o Brasil não cumpre nem as normas internas de segurança nem as internacionais.

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