Sindicato da Receita diz que reforma é golpe

O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal, a Unafisco Sindical, lançou nesta quinta-feira uma nota classificando de golpe e quebra do contrato social a reforma previdenciária anunciada pelo governo federal. De acordo com documento assinado pelo presidente da entidade, Paulo Gil Introíni, a proposta "reafirma a política do fundamentalismo de superávit primário, que foi exaustivamente adotada pelo ex-ministro (da Fazenda) Pedro Malan e duramente criticada pelo PT durante os oito anos de governo FHC".Para a Unafisco, a cobrança de contribuição dos servidores inativos representa um "confisco de renda", que será transferida aos banqueiros e credores internacionais do País. "O candidato Lula assumiu, durante a campanha eleitoral, o compromisso de respeitar os contratos com os grandes investidores, mas, agora, o seu governo está quebrando o contrato social firmado com os beneficiários da Previdência Social", informa a nota. "Vamos organizar uma forte resistência e, caso seja necessário, acionaremos a Justiça contra esse golpe do governo."Os auditores da Receita também criticam a proposta de reforma tributária por ser "extremamente generosa" com o setor empresarial porque mantém privilégios do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica, como a dedução de juros sobre o capital e a isenção de lucros e dividendos e de remessas de capital para o exterior. Segundo a Unafisco, a reversão desses benefícios renderia pelo menos R$ 10 bilhões por ano aos cofres da União.Veja o índice de notícias sobre as reformas

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