Sindicato da PF diz que servente está atuando como agente

O Sindicato dos Policiais Federais de Pernambuco denunciou que funcionários de limpeza e manutenção de empresa terceirizada estão realizando o trabalho de agentes federais e que os estagiários do órgão estão assumindo o papel de escrivães com a greve nacional da PF. De acordo com o sindicato, funcionários da empresa Adlim participaram da operação que resultou na apreensão de três máquinas caça-níqueis. ?O caso é gravíssimo?, afirmou o presidente do Sindicato, Roberto Fernandes. ?Imagine se houvesse algum problema e um servente saísse machucado ou até morto?. Ele acrescentou que se os estagiários realmente estiverem atuando como escrivães, os depoimentos prestados correm o risco de serem invalidados por carecer da legitimidade necessária, além de configurar usurpação de função pública. O superintendente regional da Polícia Federal, Wilson Damázio, disse que independentemente da greve da categoria, os policiais federais não são pagos para carregar pesadas máquinas. Por isso, funcionários da Adlim ajudaram a carregá-las numa ação realizada por delegados. Ele lembrou que durante as operações no sertão, de combate a entorpecentes, peões ? e não os agentes federais - cortam e recolhem os plantios de maconha encontrados. Damázio afirmou ainda que desde 1997 a PF tem estagiários que ajudam no trabalho do órgão em vários setores. Ele frisou que mesmo que eles estivessem fazendo o trabalho dos escrivães não haveria nada de ilegal, porque na ausência do escrivão, o delegado tem o direito de nomear qualquer pessoa alfabetizada para fazer as vezes de escrivão. Mas disse ter certeza que os delegados não estão fazendo isso. Ele disse que as operações do órgão estão paradas e que só tem sido feito o que os 29 delegados da PF em Pernambuco conseguem realizar.

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