Sindicato da Marinha Mercante critica Petrobras

O Sindicato dos Oficiais da Marinha Mercante apontou negligência da Petrobras no caso do acidente com o navio-plataforma P-34 na tarde de ontem, na Bacia de Campos. Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Oficiais da Marinha Mercante, José Válido, a existência de apenas um oficial da Marinha Mercante na plataforma no momento do acidente dificultou ações emergenciais que poderiam evitar a inclinação da unidade. "Dos 76 trabalhadores na plataforma, apenas um oficial da Marinha Mercante tinha condições técnicas - qualificação e experiência - para agir no momento. O ideal indicado pelo Sindicato é que haja pelo menos dois ou três oficiais em cada plataforma para uma ocasião como esta, ou mesmo para render o outro oficial, no caso de ele ficar doente a bordo", explicou. A pane elétrica ocorrida no navio-plataforma, disse Válido, provocou a suspensão dos mecanismos automáticos da unidade, entre eles o fechamento de comportas dos tanques de óleo. "As comportas tiveram que ser fechadas manualmente e apenas um funcionário não teve condições de acionar todas elas, o que evitaria que todo o óleo passasse para o lado esquerdo da unidade, provocando a inclinação", explicou. Segundo ele, foi correta a ordem para que os funcionários abandonassem a plataforma, mas isso impediu o fechamento manual de outras comportas e comprometeu o equilíbrio da unidade. Ainda segundo Válido, o aumento do número de oficiais da Marinha Mercante nas plataformas da Petrobras vem sendo registrado desde o acidente com a P-36, em março do ano passado. "As medidas de segurança vêm sendo implementadas com eficiência, mas na P-34, além de algumas outras plataformas, ainda existe apenas um oficial a bordo", informou. Veja o especial sobre a P-34

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