Sindicância vê indícios de superfaturamento no Senado

Investigação feita por comissão de sindicância do Senado em quatro contratos de prestação de serviços, que somam R$ 14,2 milhões, detectou indícios de superfaturamento, excesso de pessoal terceirizado, salários acima dos de mercado, além de falta de justificativa para as contratações. No contrato com a empresa fornecedora de mão de obra para limpeza, foi constatado superfaturamento de 57%.

AE, Agencia Estado

06 Maio 2009 | 08h19

?Não diria que são contratos superfaturados. São contratos caros?, disse ontem o primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI). ?Pedi o estudo porque vi que tinha gordura nos contratos e era preciso fazer uma redução.? Um dos casos mais emblemáticos é o contrato para prestação de serviços de limpeza em três prédios da Casa. De acordo com a comissão, foi detectado um superfaturamento de 57% no contrato de R$ 2,3 milhões ao ano. A comissão recomendou a redução de pessoal de 95 empregados para 46.

?Considerando-se as planilhas de custos elaboradas pela comissão, concomitantemente à redução nos quantitativos, obteríamos uma redução efetiva no valor global anual de R$ 2.365.745,76 para R$ 996.389,76?, diz o relatório da comissão de sindicância. Além disso, os empregados recebem salários acima do estabelecido pelo acordo coletivo da categoria. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.