Sindicalistas repudiam fala de Soros

Representantes internacionais de sindicalistas repudiaram, em entrevista coletiva, a declaração do investidor George Soros, feita durante a teleconferência entre os fóruns de Porto Alegre e Davos no domingo. Soros declarou que as multinacionais têm maior capacidade de produção, com menos empregados, do que os trabalhadores rurais, justificando o desemprego no campo.O Secretário Confederal da Confederação Mundial do Trabalho (CMT), Eduardo Estévez, disse que as declarações de Soros são ?hipócritas?. ?Os Estados têm de colaborar com financiamentos para os trabalhadores rurais terem condições de trabalhar?, disse, protestando também contra o desemprego na área urbana e a concentração de renda. Estévez criticou o protecionismo da Europa e dos Estados Unidos. ?O livre comércio só traz vantagens para esses países, onde nossos produtos (América Latina) não entram?. O secretário-geral-adjunto da Central Latino-Americana de Trabalhadores (CLAT), Mario Morant, reforçou a idéia debatida durante todo o evento, de eliminar ou reformular instituições internacionais existentes, como a OMC e o FMI, propondo a criação de um conselho de segurança econômica e social, sem o caráter apenas ?consultivo? do conselho da ONU.Os dirigentes dos sindicatos aproveitaram o encontro em Porto Alegre para discutir estratégias conjuntas, como a tentativa de criar o novo conselho, e de ampliar propostas como a de redução de impostos para empresas que criam empregos, mas somente depois da criação dos postos. Eles consideram que as empresas não cumprem o acordo quando a isenção é dada antes.

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