Sindicalistas receberam bem proposta de reforma tributária, diz Mantega

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que a proposta de reforma tributária que o governo promete entregar até o dia 30 ao Congresso foi bem recebida pelos representantes das principais centrais sindicais com os quais se reuniu ontem, em São Paulo. "A proposta que estamos costurando vai aumentar a arrecadação e houve boa receptividade por parte dos sindicalistas", contou.Líderes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), da Força Sindical, da União Geral dos Trabalhadores (UGT), da Nova Central Sindical e da Central Geral dos Trabalhadores (CGTB) participaram do encontro, na sede da Caixa Econômica Federal, na Avenida Paulista, no qual Mantega apresentou os aspectos principais da reforma. O nome mais conhecido entre os sindicalista era o de Antônio Lopes Feijó, da direção da CUT.Para Mantega, a reforma vai acabar com a guerra fiscal, permitir a desoneração da folha de pagamentos e possibilitar o aumento do nível de investimento pelos empresários, por força da simplificação. "Estamos calculando que impacto a reforma terá no Produto Interno Bruto (PIB). Ainda não temos esse número, mas teremos em breve."DESONERAÇÃOO ministro contou ainda que as centrais ficaram de apresentar uma nova proposta para a desoneração da folha salarial, tema que atinge mais diretamente os trabalhadores.Na segunda-feira, em Blumenau (SC), num encontro com empresários, o presidente Lula repetiu que enviaria a proposta até dia 30 ao Congresso. Mas disse que iria apresentar uma reforma que não era a ideal, mas a "possível e factível".Entidades patronais têm reclamado que o País perde competitividade por conta da alta carga tributária. O governo já prometeu pelo menos três vezes enviar a reforma ao Congresso, mas sempre acabou adiando. O próprio Mantega disse em agosto que a proposta seria entregue até setembro, pois só faltava acertar detalhes.

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