Sindicalistas divergem sobre idéia de paralisação em julho

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Luiz Marinho, e o sindicalista José Domingos Godói, representante da Coordenação Nacional das Entidades de Servidores Federais, divergem sobre uma proposta de paralisação dos serviços públicos em julho. A idéia da greve, segundo Godói, será discutida pela Executiva Nacional da Coordenadoria no próximo sábado. Mas, assim que o sindicalista forneceu essa informação, quando ele e Marinho davam entrevista no Palácio do Planalto, o presidente da CUT reagiu: "Não adianta fazer greve, como outras (já ocorridas), porque pode haver esvaziamento", afirmou Marinho. Godói replicou: "A gente está disposto a fazer greve, sim, pois não se avançou na negociação (com o governo)". Quando Marinho deixou a sala do Planalto em que ocorria a entrevista, Godói elevou o tom, afirmando que a Coordenadoria "não depende da CUT para fazer greve" e que as divergências entre as duas entidades são graves. Godói criticou a CUT por não ter apoiado, em 2001, uma greve dos professores universitários que durou 109 dias.

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