Sindicalista alerta para riscos ao tráfego aéreo

O presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores na Proteção ao Vôo, Jorge Carlos Botelho, denunciou, na Câmara dos Deputados, graves problemas no setor, que vão desde equipamentos falhos até o que ele classificou como ?alto grau de estresse?, fadiga física e psicológica dos operadores civis, condição provocada pelos baixos salários e falta de assistência médica."Só não acontece acidente no Brasil porque Deus é brasileiro", disse Botelho, diante dos deputados da Comissão Especial que analisa a criação da Agência Brasileira de Aviação Civil (Anac). "Fiquei muito preocupado com tudo o que ouvi, porque achávamos que os equipamentos nos davam segurança e vimos que isso não corresponde à realidade", comentou o deputado Albérico Filho (PMDB-MA). Ele falou ainda da sua preocupação com a saída do setor de funcionários mais experientes, por causa dos baixos salários, substituídos por outros que não possuem o mesmo treinamento.O presidente da Comissão Especial, deputado Nelson Marchezan (PSDB-RS), defendeu a necessidade de uma revisão nos equipamentos que servem ao tráfego aéreo, para evitar que haja problemas com graves conseqüências. De acordo com Botelho, hoje existem 190 operadores de sistema de tráfego aéreo civil, e 1.250 militares, em todo o País. Os civis, informou, ganham, em final de carreira, R$ 1.450,00 brutos, enquanto os militares que exercem a mesma função recebem o dobro.

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