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Simpatia, quase amor

A discussão do semipresidencialismo se ampliou e já conquista adeptos na cúpula do Congresso

Vera Magalhães, O Estado de S.Paulo

20 Dezembro 2017 | 03h00

A discussão do semipresidencialismo, que começou restrita a um pequeno grupo que incluía Gilmar Mendes, Moreira Franco e Michel Temer, se ampliou e já conquista adeptos na cúpula do Congresso.

As conversas ainda são mantidas nos bastidores porque o governo receia que o assunto ganhe as ruas e os salões Verde e Azul e tire o foco da mobilização pela aprovação da reforma da Previdência.

Mas já circula em vários gabinetes importantes, com consulta franqueada a partidos situacionistas e de oposição, uma minuta da proposta de emenda à Constituição que balizaria a mudança de sistema de governo, de autoria do presidente do TSE.

No Senado a acolhida à ideia é maior. Tem a simpatia do presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e de líderes de vários partidos. Na Câmara, como sempre, a cacofonia é maior. O presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tem se mostrado reticente em apoiar a discussão, e a aliados diz ter dúvida quanto à viabilidade de convencer a população da conveniência de uma mudança tão radical menos de um ano antes das eleições.

Os defensores da medida têm em mãos estudos jurídicos que mostram que, por se tratar de PEC, a eventual mudança poderia ser adotada de imediato.

LENIÊNCIA

PSDB vê prejuízo para Alckmin em revelações sobre cartel

Causou alerta no PSDB as revelações feitas pela Camargo Corrêa e pela Odebrecht como parte dos acordos de leniência das empresas, em que admitiram a prática de cartel em vários contratos, entre eles em obras do governo de São Paulo. A avaliação entre os tucanos é de que foi o golpe de morte em qualquer pretensão eleitoral de José Serra, e que, além disso, o tema causa prejuízo a Geraldo Alckmin.

LIMINAR POLÊMICA

Lewandowski fez questão de analisar reajuste de servidores

O ministro Ricardo Lewandowski alegou periculum in mora, ou seja, o risco de que a demora de uma decisão pudesse surtir efeitos irreversíveis, ao interromper sua licença médica apenas para conceder a liminar que sustou o parcelamento do reajuste dos servidores e o aumento da contribuição previdenciária dos que recebem acima de R$ 5,3 mil. O ministro, conhecido por ser o mais próximo dos servidores entre os 11 integrantes do Supremo, também rejeitou a ideia de pedir a redistribuição do caso, por motivos de saúde. 

PESSIMISMO

Pesquisa mostra queda na confiança na economia

A pesquisa Opina Brasil, realizada mensalmente pelo instituto Ideia Big Data e que mede a percepção de empresários e executivos de empresas sobre o momento do País, mostrou queda da confiança na melhora da economia de setembro para novembro. O pessimismo com o momento atual da economia passou de 37% para 45%. E os que avaliam que a economia vai melhorar nos próximos seis meses caíram de 49% para 37%. “O adiamento da votação da reforma da Previdência e o oceano de possibilidades para o pleito de 2018 têm deixado os líderes em alerta”, diz Maurício Moura, presidente do instituto.

EM CASA

Marcelo Odebrecht ainda quer rever imputações no caso Lula

Ao deixar a cadeia e passar ao regime de prisão domiciliar pelos próximos dois anos e meio, Marcelo Odebrecht ainda tem esperança de se livrar das imputações de participação em casos envolvendo o ex-presidente Lula, como o da compra de terreno do instituto do petista e da contratação da empresa de seu sobrinho Taiguara Rodrigues pela Odebrecht. Em conversas com seus advogados, Marcelo reitera que não teve participação nesses assuntos, e pretende usar a taxa de confirmação do que revelou em delação até aqui para que seu nome seja excluído desses processos.

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