Agência Senado
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Simone Tebet diz que não vai assumir liderança do governo no Senado

A parlamentar acredita que a articulação política não se encaixa em seu perfil e que pode colaborar mais com questões jurídicas. Além disso, a senadora defende a saída de Fabiano Silveira do Ministério da Transparência: 'Não dá tempo de ele se explicar'

Isabela Bonfim, O Estado de S.Paulo

30 de maio de 2016 | 16h14

BRASÍLIA - A senadora Simone Tebet (PMDB-MS), um dos nomes mais cotados para a liderança do governo no Senado, negou nessa segunda-feira, 30, que possa assumir a vaga. 

A parlamentar confirmou que foi sondada pelo governo, mas disse que não acredita que essa seja a função ideal para o seu perfil. Segundo a senadora, que é advogada de formação, ela acredita que pode colaborar mais com questões jurídicas no Senado e não na articulação política.

Simone teria sido cotada também para assumir o Ministério do Planejamento, após a exoneração do senador Romero Jucá (PMDB-RR) na primeira crise do governo Temer. A senadora também recusou a vaga sob os mesmos argumentos, mas defendeu que o cargo seja preenchido por uma mulher. 

Tebet demonstrou seu interesse em participar ativamente da comissão do impeachment, que julga o caso da presidente afastada Dilma Rousseff. Na semana passada, ela defendeu que fosse considerado outro critério para o período de alegações, sugerindo o encurtamento do processo. A sugestão será avaliada pelo presidente do colegiado na próxima reunião da comissão, marcada para quinta-feira (2).

Ministério da Transparência. A senadora pediu, ainda, a saída do ministro da Transparência, Fabiano Silveira, que foi flagrado em um diálogo com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), no qual reclama da Lava Jato e dá conselhos a investigados na operação.

"Não sabemos em que circunstâncias a gravação foi feita, mas, infelizmente, em função da pasta que ele tem, não dá tempo de ele se explicar. A justiça é morosa para investigar e acho que o melhor, nesse momento, é o afastamento", disse a senadora.

Ela ponderou que acredita na lisura e competência de Fabiano Silveira, mas que mantém sua opinião sobre o afastamento. O ministro assumiu a pasta da Transparência há menos de um mês, quando Michel Temer assumiu o governo interino. Entretanto, à época da gravação, ele já era conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Renan Calheiros. Quanto a Renan Calheiros, que também participa da conversa, a senadora afirmou que ele precisa dar explicações "aos seus pares", mas que o conteúdo integral da gravação é desconhecido.

 

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