Simon pede que Renan desista da presidência do Senado

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) usou seu tempo de discurso em plenário antes da eleição que vai escolher o novo presidente do Senado para pedir ao companheiro de partido Renan Calheiros (AL) que desista da candidatura.

RICARDO BRITO E DÉBORA ÁLVARES, Agência Estado

01 de fevereiro de 2013 | 12h27

Ao lembrar que, em 2007, Renan renunciou à Presidência da Casa para evitar a cassação, Simon demonstrou indignação com a candidatura. "Houve um momento em que, na legislatura passada, por um momento, se abriu um inquérito contra o senador. Mas agora voltar, está voltando tudo de novo."

O peemedebista Pedro Simon demonstrou preocupação com a possibilidade de o Supremo Tribunal Federal (STF) acatar a denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República contra Renan Calheiros, acusando-o de uso de notas frias para justificar seu patrimônio. "Ele se elege hoje e o presidente do Supremo aceita a representação e se inicia um processo lá. E iniciando um processo lá, inicia aqui na Comissão de Ética. Vamos repetir o filme que já aconteceu?", questiona.

"Eu não tenho intimidade com o Renan, porque o nosso estilo é diferente. Pediria para ele ficar na liderança. Não sou candidato, não penso em ser candidato. Não tenho nada de pessoal com o senador Renan, nada de interesse. Mas vamos criar uma crise entre o presidente do Senado e o presidente do Supremo", finalizou, pedindo a renúncia de Calheiros à candidatura para a Presidência da Casa.

Em resposta a Simon, o senador Lobão Filho (PMDB-MA) disse que nenhum senador pode "levantar o dedo para o senador Renan Calheiros". "Não é de surpreender, nenhum de nós senadores, que há cinco dias o procurador faça uma denúncia, depois de sete anos. Aqui nesta casa não há nenhuma vestal, a última vestal foi desossado pela imprensa, o senador Demóstenes torres, acredito que injustamente. Não tem ninguém para levantar o dedo para o senador Renan Calheiros", afirmou.

Lobão Filho defendeu o critério da proporcionalidade na escolha do presidente do Senado. "É um direito do PMDB e foi decidido na reunião que mesmo os partidos que não respeitarem essa tradição vai respeitar a proporcionalidade. Nós entendemos que esta é a regra, este é o correto, este é o certo", destacou, afirmando que houve unanimidade de apoio da bancada do PMDB a Renan.

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