Simon lança candidatura em Cuiabá

O senador gaúcho Pedro Simon (PMDB) lançou nesta sexta-feira, em Cuiabá, a sua candidatura à presidência da República. O lançamento ocorreu durante o ato político do partido para filiação de vários políticos e empresários, entre eles o diretor-presidente do grupo agropecuário Fazendas Reunidas Boi Gordo, Paulo Roberto Andrade. "Um partido só é grande com candidatos", disse Simon.Utilizando para Simon a mesma estratégia do governador mineiro Itamar Franco, que assumiu sua candidatura durante um encontro regional que o partido realizou no final de junho, o PMDB reuniu em Mato Grosso lideranças nacionais como o presidente nacional da sigla, deputado federal Michel Temer; o ministro dos Transportes, Eliseu Padilha; o presidente do Senado, Ramez Tebet, o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros; e o líder do PMDB na Câmara, deputado Geddel Vieira.Michel Temer reiterou que o partido terá candidato próprio a presidente da República no ano que vem. E mais: exortou os diretórios nos Estados a fazerem o mesmo, isto é, lançarem candidato a governador. "O 15 (número da sigla na cédula eleitoral) nacional ajuda a eleição dos candidatos nos Estados e vice-versa", disse ele. O presidente do PMDB disse que, apesar de ter uma simpatia pela pré-candidatura de Pedro Simon à presidência, vai conduzir a prévia do partido para escolher o candidato a presidente, marcada para janeiro, com isenção. "Serei um grande árbitro", afirmou. O outro candidato é o governador de Minas Gerais. O dirigente frisou que "não descarta nenhum tipo de aliança, com qualquer partido, para a sucessão presidencial". Contudo, disse que as alianças passam necessariamente pelo fato de o PMDB indicar o nome na cabeça de chapa, no caso, o candidato a presidente.TebetSem entrar em detalhes sobre a sua indicação - contestada por votos de protesto de 34 dos 75 colegas presentes -, o novo presidente do Senado, o ex-ministro Ramez Tebet (PMDB-MS) evitou polêmicas. "Reconheço que há uma crise no Senado, mas nós temos que solucionar isso o mais rápido possível", disse.O senador disse que pretende transformar a Casa "no local para discussão dos grandes temas nacionais". Segundo ele, o Senado é sensível aos apelos da sociedade e a partir de agora as discussões estarão centralizadas em questões relacionadas diretamente com a população.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.