Simon interpela Collor por aparte

Peemedebista diz que ex-presidente não mudou e continua arrogante

Rosa Costa, O Estadao de S.Paulo

06 de agosto de 2009 | 00h00

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) interpelou ontem o colega Fernando Collor (PTB-AL), que, na segunda-feira, ao aparteá-lo durante discurso na tribuna, disse que tinha conhecimento de fatos "extremamente incômodos" de sua vida, "que seria de muito interesse da nação brasileira conhecer". O aparte do senador alagoano ocorreu no momento em que Simon pedia a renúncia do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Collor, na função de integrante da tropa de choque de Sarney, ajudava a fazer ameaças generalizadas aos que lutam para tirá-lo da presidência do Senado.Na interpelação, Simon afirma que o ex-presidente o agrediu, a ponto de mandá-lo "engolir e digerir as palavras". Segundo ele, Collor mostrou que não mudou e continua "arrogante" como nos tempos em que ocupou o Palácio do Planalto. "Não posso admitir insinuação contida no aparte do senador, que nada esclarece e tudo confunde", afirma Simon na interpelação encaminhada à Mesa do Senado. "Minha carreira pública e vida política se pautaram sempre pelas práticas abertas e honestas de conduta, que não admitem atitudes que escamoteiam, ocultam e fraudam a vontade popular." O senador gaúcho pediu ao presidente do Senado que "instrua e determine" ao corregedor da Casa, Romeu Tuma (PTB-SP), que interpele Collor. Durante o dia de ontem, o senador alagoano ficou calado nas várias vezes em que se tentou ouvi-lo sobre a interpelação de Simon. A certa altura, quando acompanhava o senador Paulo Duque (PMDB-RJ) à reunião do Conselho de Ética, visivelmente irritado, rechaçou os repórteres. "Não quero falar e não falo", disse. O presidente de seu partido, senador Gim Argello (PTB-DF), evitou tomar posição sobre a questão. Segundo ele, Collor deve ter se referido à "história passada deles". "Como não sei os fatos, não posso dar palpite." HORA A HORA DA CRISETerça-feiraNo programa Entre Aspas, da Globo News, o senador Pedro Simon ataca Lula e o presidente do Congresso, José Sarney "Amanhã será o grande dia, o dia da podridão. O grande vitorioso, mais que Sarney ou Renan, será o presidente Lula"Pedro Simon (PMDB-RS)OntemO PMDB informa que representou no Conselho de Ética contra o líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM)"Alguém terá de ser sacrificado"Gilvan Borges (PMDB-AP), aliado de SarneyPedro Simon interpela Fernando Collor, que ameaçara revelar "fatos incômodos"Começa a reunião do Conselho de Ética, para analisar denúncias. Seria suspensa logo depoisPresidente do Senado começa seu discurso para rebater todas as acusações''Todos aqui somos iguais. Nenhum senador é maior do que outro e por isso não pode exigir de mim que cumpra sua vontade política de renunciar"Presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP)Presidente do Conselho de Ética, Paulo Duque (PMDB-RJ) volta e reabre sessão Duque diz que órgão não está a serviço de partidos e arquiva a primeira denúncia contra Sarney"Prova que seja recorte de jornal não entra"Paulo Duque (PMDB-RJ), presidente do conselhoEncerrada sessão do conselho, com um total de cinco suspeitas contra Sarney arquivadas

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